CURIOSA_MENTE
UM DEPÓSITO DE PENSAMENTOS EM VOZ ALTA...
PARTILHA/COLABORAÇÃO
"Está a emergir na nossa vida uma nova civilização e por toda a parte há cegos que tentam suprimi-la.
(...) Outros, aterrorizados com o futuro, entregam-se a uma desesperada e inútil fuga para o passado e
tentam restaurar o mundo moribundo que lhes deu vida." (in "A Terceira Vaga", Alvin Toffler, p.13).
04/02/2022
24/03/2016
30/04/2015
- · Vice-Campeão em Semi Contact;
- · Vice-Campeão em Defesa Pessoal Acrobática.
- · Vice-Campeã em Semi Contact;
- · Vice-Campeã em Light Kick.
- · Campeão em Semi Contact;
- · 3º Classificado em Light Kick.
24/04/2015
29/04/2013
01/06/2010
DALTONISMO
Dicromacia, Tricromacia anómala, Monocromacia.

http://coloradd.net/daltonismo.htm
25/04/2010
O regime que vigorava em Portugal desde 1933 cedia, de um dia para o outro, à revolta das forças armadas, lideradas por jovens oficiais. O levantamento, usualmente conhecido pelos portugueses como 25 de Abril, foi conduzido em 1974 por oficiais intermédios da hierarquia militar (o MFA), na sua maior parte capitães que tinham participado na Guerra Colonial. Os oficiais de baixa patente, os oficiais milicianos. estudantes recrutados, muitos deles universitários, vendo suas carreiras interrompidas, cedo aderiam.
23/04/2010
MOTIVAÇÃO
A motivação é a mais importante de todas as variáveis do processo educativo, mas a mais difícil de controlar. Ela pode assumir várias formas, divididas em dois grandes subconjuntos: Expectativas e Necessidades (Gagné 1987 e Maslow, 1950), os quais derivam do conceito de homeostasia e da noção de (des) equilíbrio tendentes a gerarem uma força para um objectivo: a satisfação.
Mas as causas que estão na origem da ausência de insatisfação, não são as mesmas que estão na base da ausência de satisfação (Herzeberg, 1979), às primeiras este autor chamou-lhes Factores Higiénicos e às segundas Factores Motivacionais.
Em “O Cérebro Total”, Ned Herman (1982) fala-nos do efeito de filtro provocado pelo Cérebro Límbico, que é o mesmo que dizer, pelas emoções. Estas actuam na filtragem, quiçá, inibição ou bloqueio da informação que é canalizada para o Cérebro Cortical. Este autor vai buscar a antiga designação do Sistema Límbico, que compreende um conjunto de glândulas (Tálamo, Hipotálamo, Amígdala, etc.) e de neurotransmissores (hormonas) que interactuam em conjunto com o Córtex para gerarem as emoções.
Quando estamos numa sala de aula, numa conferência, num workshop ou frente a um computador a estudar num programa de EAC ou interagindo num curso de e-Learning, a atenção que damos ao emissor e o grau de concentração que temos para a recepção da mensagem vai caracterizar todo o processo de aprendizagem, quer quanto à quantidade e qualidade de informação transformada em conhecimento quer, ainda, no papel decisivo que a mesma irá desempenhar na recuperação dos conteúdos armazenados no cérebro.
A atenção que se presta aos diferentes estímulos está na razão directa da qualidade dos mesmos ou da importância imediata ou futura que o receptor atribui a essa informação. É evidente que nada disto é tão linear. Por maior que seja o desejo de aprender uma dada matéria, vital para alcançar um importante objectivo, se a pessoa estiver fatigada, com sono ou doente os seus limiares de atenção vão, com certeza, prejudicar essa aprendizagem. Paralelamente, se alguém tiver uma enorme admiração por um orador, mas se na sala estiverem 40 graus ou o sistema de som for deficiente, a pessoa irá captar muito pouco da mensagem que esse emissor queria transmitir à assistência.
Do que foi dito é, então, possível inferir que a Atenção Selectiva aumenta ou diminui em função de múltiplos factores internos ou externos ao sujeito da acção, havendo diferentes mediadores meramente físicos ou mecânicos e outros psicológicos। Quando um estímulo chega a um receptor sensorial (olhos ou ouvidos, por exemplo), para que essa mensagem seja trabalhada no cérebro, sofre múltiplas transformações físicas, químicas e eléctricas antes de ser indexada para ser armazenada na memória a longo prazo.

Depois de vencer essa “segunda” barreira que é a memória sensorial ou imediata, há um longo trajecto a percorrer a que Broadbent e outros autores chamaram: Canal de Capacidade Limitada. Este “funil” só canaliza informação para o codificador (MCP – Memória a Curto Prazo, Miller 1956) se a qualidade do estímulo já foi verificada no filtro anterior (memória sensorial). A sua missão é, agora, a de sistematizar os fluxos de informação ao longo do canal, retardando a chegada dos dados à MCP para que esta memória tenha tempo de indexar o conhecimento a armazenar. Quando chega à “estação de tratamento” MCP, onde irá permanecer o tempo necessário à codificação, sofre um novo período de espera que advém da quantidade de informação que está a ser processada e/ou da dimensão que a referida memória (MCP) suporta. Como se recordam, o conceito de memória a curto prazo já foi estudado na Psicologia da Aprendizagem, a partir dos trabalhos de George Miller e do seu número mágico 7 (mais ou menos 2), bem como dos chunks de informação.
Por exemplo, se um professor fala muito baixo, sem vivacidade e com lentidão (monocórdico) ou, noutra acepção, se o ecrã de um computador apresenta dados confusos e pouco apelativos, nem um nem o outro, conseguem vencer as barreiras e os filtros, a não ser que o receptor esteja rendido aos “encantos” da mensagem ou do emissor. Neste caso, os filtros estão “desligados” (atenção selectiva total).
Outra situação similar acontece quando alguém está numa festa a prestar atenção a um pequeno grupo e, longe dali, outro grupo conversa animadamente. De repente, alguém desse grupo diz o nome de uma das pessoas do primeiro e, automaticamente, essa pessoa embora distante, passa a prestar atenção a essa conversa. Existiu uma redução do limiar de excitabilidade das células, razão pela qual, embora o sinal sonoro seja mais fraco, foi captado ( the cocktail party problem).
Quando o professor fala muito depressa (embora com boa dicção e tonalidade) ou o ecrã apresenta grandes blocos de texto, vídeos, textos temporizados e imagens, todos com sequências muito rápidas, a informação, mesmo que consiga vencer os filtros, perde-se na fase de espera para codificação na entrada da MCP. É um problema similar ao que ocorre na hidráulica. Se saírem de uma torneira 40 litros de água por minuto para dentro de um tanque e se este possuir outra torneira por onde saem 20 litros em cada minuto, algum tempo depois este reservatório transborda e a água perde-se. É o que acontece com os dados que estão na sala de espera da MCP (tanque da metáfora). Quando chega muita informação à MCP, há uma parte que esta não consegue tratar. Essa informação perde-se irremediavelmente.
Os processos de imitação e de comparação com modelos e esquemas, possíveis em matérias muito simples mas também nas complexas, ajudam a criar algoritmos mentais próprios, a partir do momento em que a informação ganhe sentido para o estudante e o treino seja capaz de gerar os automatismos da nova estrutura mental (semelhante a um programa de computador, mas no nosso cérebro).
A tentativa e erro ajudará, com os cuidados necessários para não desmotivar o estudante, a estrutura a sedimentar-se e a optimizar-se. Portanto, no e-Learning e afins, as simulações e os questionários de resposta automática, que podem ser repetidos “n” vezes, são estratégias a adoptar sempre. A atenção selectiva e o desempenho melhorarão quando a imitação e a tentativa e erro estiverem “encaixadas” nos jogos pedagógicos, uma vez que o lúdico, bem como algo que é inerente à espécie humana, ou seja, gostar de vencer nem que seja a própria máquina, funcionarão como facilitadores do acto de aprender.
Os diferentes programas didácticos por computador, mesmo em utilizações simples na sala de aula, devem ter por base, uma forte preocupação com a pedagogia e com a forma. Aconselha-se para o e-Learning/b-Learning, EAC e afins, que sejam escolhidas equipas multidisciplinares, com pedagogos a estudarem o processo de aprendizagem e designers a forma. A atenção selectiva que o aluno/formado irá desenvolver, dependerá da organização e da tipologia dos conteúdos: casos, metáforas, alegorias, simulações, imagens, sons, oficinas de trabalho, trabalho em equipa, em suma, uma vasta panóplia de recursos que recorrem a técnicas estudadas pelos teóricos da percepção e da atenção, que levem o estudante a motivar-se, a gostar de estar “ali” a estudar, quiçá, a “viciar-se” nesta manipulação de dados, em plena comunhão com os objectivos e os fins do curso.

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL
São inúmeras as investigações e as constatações empíricas de que nos fala Daniel Goleman, para ilustrar a necessidade de cada pessoa conhecer os seus estados internos, as preferências, os recursos e as intuições, bem como reconhecer as próprias emoções, os seus efeitos e como controlar cada uma dessas situações. Este autor refere que começou a interrogar-se: - Porque razão pessoas com QIs elevadíssimos (150/170) tinham carreiras medianas e outras com QIs médios (95/105) tinham vidas com elevado sucesso, ao ponto de atingirem cargos de alto relevo na sociedade? – A resposta só podia ser uma: a Inteligência Emocional.
Para Goleman, se quisermos atingir o sucesso nas diferentes áreas da vida, será necessário auto avaliarmos as nossas: automotivação, autoconsciência e autocontrolo, bem como sabermos inspirar confiança nos outros (empatia) possuindo, ao mesmo tempo, adaptabilidade, quer dizer, dominarmos bem as aptidões sociais. Se a tudo isto juntarmos a vontade de triunfar, o empenho, a perseverança, a iniciativa e o optimismo, como o gostar do que se faz, ficam reunidas as condições para alcançar todas as metas traçadas.
Goleman (1995) descreve a Inteligência Emocional como sendo o modo idiossincrático do indivíduo interactuar com o mundo, daí apresentar conceitos como: sentimentos (Damásio, A., 2000, distingue sentimentos de emoções), consciência, motivação, entusiasmo, perseverança, empatia, etc., que configuram traços de personalidade responsáveis por atitudes de autodisciplina, de compaixão e de altruísmo, indispensáveis a uma adequada e criativa adaptação social.
Para este autor a Inteligência Emocional tem infinitos rostos, que no dia-a-dia a pessoa vai observando e descobrindo. A aprendizagem emocional é considerada como vital para o desenvolvimento humano e para o êxito que cada pessoa pode e deve alcançar na vida, daí propor que no plano pessoal cada indivíduo deve descobrir quais são os aspectos dessa inteligência que ele domina, os que pode controlar e aqueles que necessita de obter para alcançar vantagens na sua vida pessoal, profissional, social e familiar.
Para que seja possível estabelecer um programa de diagnóstico e de treino da aprendizagem emocional, primeiro será indispensável conhecer os termos usados e reflectir sobre as estratégias a utilizar num nosso plano de mudança. Para isso é necessário recorrer a instrumentos de auto análise, de que o Teste de Inteligência Emocional é um exemplo, e definir operacionalmente os conceitos de modo a que seja possível compreende-los, reflectir sobre as suas implicações e, quiçá, experimentá-los.
DAMÁSIO, António, (2000), O Sentimento de Si, Mira-Sintra - Mem Martins, Fórum da Ciência – Publicações Europa América.
GOLEMAN, Daniel, (1995),Inteligência Emocional, Lisboa, Temas & Debates.
GOLEMAN, Daniel, (1999), Trabalhar com a Inteligência Emocional, Lisboa, Temas & Debates.
Comentário ao filme “CLASS DIVIDED”
No dia seguinte Jane Elliott tomou a atitude contrária considerando os alunos de olhos castanhos superiores, tratando-os de forma privilegiada e encarando o grupo de olhos azuis como inferiores passando assim estes a usar a fita azul ao pescoço. Nesse dia, logo o grupo de olhos azuis passou a ser discriminado e o grupo de olhos castanhos passou a ser valorizado e respeitado.
Esta experiência levou os jovens envolvidos a sentirem-se exactamente da forma como eram tratados, ora valorizados ora estigmatizados. Isto fê-los perceber claramente o que é a discriminação visto que o sentiram na pele apenas pela cor dos olhos. Logo ficou claro para todos que o mesmo acontece no que diz respeito a outras situações tais como: a raça, a etnia, a ideologia, a religião ou outras diferenças. As crianças assimilaram perfeitamente a ideia que envolveu a experiência que se reflecte na sociedade em que vivemos. Perceberam que todo o ser humano é igual em direitos e deveres independentemente das diferenças. No final, perante a questão de Jane Elliott sobre se apontariam um indivíduo diferente quando com ele se cruzassem, as crianças responderam que não o fariam, não apenas para agradar à professora mas porque assim o sentiram na realidade. Ninguém merece ser discriminado pela diferença.
O ser humano é resistente às mudanças.
A morte de Martin Luther King marcou uma época que provocou o início de alguma mudança de mentalidades no que diz respeito à discriminação das minorias, de grupos étnicos, religiosos e especialmente de raça.
O filme atinge de forma exemplar o objectivo que norteou a atitude da professora. A interiorização ou não de preconceitos discriminatórios inicia-se na infância seguindo os modelos dos adultos (família, escola, comunidade em geral). Esta experiência de sucesso aplicada às crianças daquela faixa etária foi decisiva para atitudes futuras daqueles alunos de Jane Elliott. É uma lição para os adultos que deveriam aceitar as diferenças servindo de exemplo para todas as crianças. Só assim se conseguirá acabar com a discriminação e a xenofobia ainda tão enraizada na sociedade actual. Esta realidade dura e cruel penaliza injustamente tantos seres humanos por razões que lhes são alheias. Ninguém pode ser culpabilizado e estigmatizado, por exemplo, por nascer com uma determinada cor ou envolvido e orientado no caminho de uma religião específica.
Urge desenvolver o respeito pela diferença não como uma obrigação mas sim como algo quase tão natural como respirar.
Enquanto se falar em discriminação significa que ela existe é urgente que exista, em todas as sociedades, igualdade de direitos para todos, para que esta palavra, com tudo o que ela encerra, seja cada vez menos usada.
No fundo, todos nós somos diferentes.
SOFIA CABRAL
Balada de un Soldado - Mafalda Veiga
Mafalda Veiga
Madre, anoche en las trincheras
Entre el fuego y la metralla
Vi un enemigo correr
La noche estaba cerada,
La apunté con mi fusil
Y al tiempo que disparaba
Una luz iluminó
El rostro que yo mataba
Clavó su mirada en mi
Con sus ojos ya vacios
Madre, sabes quien maté?
Aquél soldado enemigo
Era mi amigo José
Compañero de la escuela
Con quien tanto yo jugué
De soldados y trincheras
Hoy el fuego era verdad
Y mi amigo ya se entierra
Madre, yo quiero morir
Estoy harto de esta guerra
Y si vuelvo a escribir
Talvez lo haga del cielo
Donde encontraré a José
Y jugaremos de nuevo
Madre, sabes quien maté?
Aquél soldado enemigo
Era mi amigo José
Compañero de la escuela
Con quien tanto yo jugué
De soldados y trincheras
Madre, sabes quien maté?
Aquél soldado enemigo
Era mi amigo José
Balada de um Soldado
Mafalda Veiga
Mãe, à noite nas trincheiras
Entre o fogo e a metralha
Vi um inimigo correr
A noite estava cerrada,
Apontei-lhe a minha arma
E ao mesmo tempo que disparava
Uma luz iluminou
O rosto que eu matava
Cravou os seus olhos em mim
Com os seus olhos já vazios
Mão, sabes quem matei?
Aquele soldado inimigo
Era o meu amigo José
Companheiro da escola
Com quem tanto eu joguei
Aos soldados e trincheiras
Hoje o fogo era verdade
E o meu amigo já se enterra
Mãe, eu quero morrer
Estou farto desta guerra
E se volto a escrever
Talvez o faça do céu
Onde encontrarei José
E jogaremos de novo
Mãe sabes quem matei?
Aquele soldado inimigo
Era o meu amigo José
Companheiro da escola
Com quem tanto eu joguei
Aos soldados e trincheiras
Mãe sabes quem matei?
Aquele soldado inimigo
Era o meu amigo José
“Balada de un soldado” é uma carta de um soldado escrita a sua mãe em plena guerra civil de Espanha.
A Guerra Civil espanhola (1936-39) foi o acontecimento mais traumático que ocorreu antes da 2ª Guerra Mundial.
Como podemos ver esta música trata de uma criança soldado, que sem odiar ninguém e sem saber o porquê de estar naquela guerra, matara um grande amigo de escola com quem tanto brincava, porque por mero acaso estava do chamado “lado inimigo”. Podemos perceber também, que a criança teve que crescer rápido demais e que no momento de que a música fala não tem vontade de viver pois sente-se, muito mal por ter morto o seu grande amigo. Esta criança foi empurrada para uma situação que não escolheu e acabou por cometer actos que os momentos foram proporcionando. Ter morto acidentalmente o seu amigo foi um deles. E isto levou-o a perceber a diferença entre o imaginário e a realidade. Perdeu a vontade natural e infantil de brincar e sentiu a necessidade de morrer também para ir para perto de seu amigo e voltarem a ser as crianças felizes de há tão pouco tempo. Perdeu a inocência...
Esta música mostra a realidade de algumas das crianças espanholas durante a guerra civil de Espanha, que foram obrigadas a crescer à força e a usar armas sem perceber, sequer, o lado ou as razões que defendiam. No entanto esta mensagem de Mafalda Veiga é intemporal e infelizmente não é a única.
22/04/2010
HIPERTEXTO E EDUCAÇÃO
Na sala de aula onde se trabalha com hipertexto, os alunos, num sistema de colaboração, acabam aprendendo mais e através de diversas fontes. O próprio conceito de hipertexto, pode nos levar a essa intenção. Uma actividade colaborativa traz benefícios extraordinários no que diz respeito a construção individual e colectiva do conhecimento. Os professores também podem trabalhar com hipertexto para funções pedagógicas. Utilizar textos de várias turmas e redistribuí-los é um bom exemplo. O hipertexto também traz como vantagem para a educação a construção do conhecimento compartilhado, um importante recurso para organizar material de diferentes disciplinas.
COMO OS MAPAS DE CONCEITOS SE CONSTITUEM EM ESTRATÉGIAS DE APRENDIZAGEM
Agora que já tem uma ideia geral sobre o texto já possui algumas “gavetas mentais” onde pode armazenar melhor a informação. Já está preparado para ir mais além, por isso a leitura que se segue deve ser ATENTA e cuidada, tentando prestar atenção a todos os pormenores e perceber a matéria que está descrita. Ao ler, deverá ter o cuidado de perceber quais os aspectos mais importantes como frases, nomes, datas... aspectos para os quais deva prestar atenção particular. Este aspecto vai ser particularmente importante para a fase que se segue: o SUBLINHADO
É frequente a tendência de considerar tudo importante, o que leva a sublinhar a quase totalidade do texto. Isto é obviamente um erro. Se sublinharmos todo (ou quase todo) o texto, a única diferença final é que passamos a ter um texto com uma linha por debaixo das palavras. O sublinhado, quando correctamente elaborado, permite que chegue mais facilmente às ideias chave e descobrir a informação que precisa com maior precisão. Se tiver oportunidade coloque pequenas notas na lateral do texto e utilize várias cores e códigos de sublinhado de acordo com a natureza da informação.
Uma vez sublinhado, verá como as leituras subsequentes são muito mais fáceis e produtivas. O sublinhado tem ainda a vantagem de permitir utilizar a memória visual para relembrar o texto que se apresenta assim diferenciado conforme o grau de relevância.
Nesta fase já deve ter uma ideia mais concreta do texto e da sua matéria. É o momento ideal para realizar um ESQUEMA (mapa de conceitos). Para elaborar o esquema é geralmente útil olhar para o sublinhado já que em princípio serão as palavras que o sublinhado atribui maior importância que aparecerão no esquema. O esquema tem a vantagem de apresentar a matéria de forma simples, concisa e facilitar a utilização da memória visual.
No esquema a informação não está em texto corrido pelo que é mais fácil colocar a matéria por palavras próprias, o que implica compreensão e conhecimento dos conteúdos.
É o que se pretende na fase seguinte: RESUMO. Perante a informação esquematizada tente colocar a matéria em texto corrido de forma sintética e por palavras suas. Não se pretende que o resumo seja muito longo nem utilize as palavras do livro (para isso tínhamos antes o próprio manual). Deve utilizar palavras que tenham algum significado para si e que pertençam ao seu vocabulário habitual. Evite “palavras caras” ou “chavões”, a menos que o carácter técnico e científico da matéria o implique.
Finalmente recapitule a matéria mentalmente. Imagine perguntas e responda a essas mesmas perguntas. Seja exigente nas perguntas que faz a si próprio e caso não saiba a resposta recorra ao manual.
Este trata-se apenas de um exemplo de método de estudo que pretende tornar a aprendizagem mais fácil e eficaz. É apenas um entre os muitos possíveis e procura reflectir os pressupostos que foram sendo mencionados. Poderá parecer que o fazer sublinhados, esquemas, resumos, etc.. são uma perda de tempo, sendo o tempo geralmente pouco, mas lembre-se que a aprendizagem depende da dedicação dos sujeitos, pelo que enquanto está a realizar todos estes esquemas e resumos está a codificar a informação de forma diferente com várias formas de aceder a matéria pretendida e a aumentar o seu grau de envolvimento.
Poderia substituir todos estes passos por várias leituras consecutivas, mas provavelmente ao fim de algumas leituras já estaria num género de eco mental em que as palavras simplesmente ecoavam como um disco riscado. Seja como for, evite deixar o estudo para o último momento. Todos sabemos como a pressão do último dia nos empurra para o estudo mas é importante adaptar a nova informação à preexistente e tal implica algum tempo.
22/03/2010
SÍNDROME DE BURNOUT
O termo Burnout é uma composição de burn=queima e out=exterior, sugerindo assim que a pessoa com esse tipo de stress consome-se física e emocionalmente, passando a apresentar um comportamento agressivo e irritadiço.
Essa síndrome refere-se a um tipo de stress ocupacional e institucional com predilecção para profissionais que mantêm uma relação constante e directa com outras pessoas, principalmente quando esta actividade é considerada de ajuda (médicos, enfermeiros, professores).
Os autores que defendem a Síndrome de Burnout como sendo diferente do stress alegam que esta doença envolve atitudes e condutas negativas com relação aos utilizadores/clientes, organização e trabalho, enquanto o stress apareceria mais como um esgotamento pessoal com interferência na vida do sujeito e não necessariamente na sua relação com o trabalho. Entretanto, pessoalmente, julgamos que essa Síndrome de Burnout seria a consequência mais depressiva do stress desencadeado pelo trabalho.
A Síndrome de Burnout em Professores
A burnout de professores é conhecida como uma exaustão física e emocional que começa com um sentimento de desconforto e pouco a pouco aumenta à medida que a vontade de leccionar gradualmente diminui. Sintomaticamente, a burnout geralmente reconhece-se pela ausência de alguns factores motivacionais: energia, alegria, entusiasmo, satisfação, interesse, vontade, sonhos para a vida, ideias, concentração, autoconfiança e humor.
Um estudo feito entre professores que decidiram não retomar os postos nas salas de aula no início do ano escolar na Virgínia, Estados Unidos, revelou que entre as grandes causas de stress estava a falta de recursos, a falta de tempo, reuniões em excesso, número muito grande de alunos por sala de aula, falta de assistência, falta de apoio e pais hostis. Em uma outra pesquisa, 244 professores de alunos com comportamento irregular ou indisciplinado foram instanciados a determinar como o stress no trabalho afectava as suas vidas. Estas são, em ordem decrescente, as causas de stresse nesses professores:
• Políticas inadequadas da escola para casos de indisciplina;
• Atitude e comportamento dos administradores;
• Avaliação dos administradores e supervisores;
• Atitude e comportamento de outros professores e profissionais;
• Carga de trabalho excessiva;
• Oportunidades de carreira pouco interessantes;
• Baixo status da profissão de professor;
• Falta de reconhecimento por uma boa aula ou por estar ensinando bem;
• Alunos barulhentos;
• Lidar com os pais.
Os efeitos do stress são identificados, na pesquisa, como:
• Sentimento de exaustão;
• Sentimento de frustração;
• Sentimento de incapacidade;
• Carregar o stress para casa;
• Sentir-se culpado por não fazer o bastante;
• Irritabilidade.
As estratégias utilizadas pelos professores, segundo a pesquisa, para lidar com o stress são:
• Realizar actividades de relaxamento;
• Organizar o tempo e decidir quais são as prioridades;
• Manter uma dieta balanceada e fazer exercícios;
• Discutir os problemas com colegas de profissão;
• Tirar o dia de folga;
• Procurar ajuda profissional na medicina convencional ou terapias alternativas.
Quando questionados sobre o que poderia ser feito para ajudar a diminuir o stress as estratégias mais mencionadas foram:
• Dar tempo aos professores para que eles colaborem ou conversem;
• Prover os professores com cursos e workshops;
• Fazer mais elogios aos professores, reforçar suas práticas e respeitar seu trabalho;
• Dar mais assistência;
• Prover os professores com mais oportunidades para saber mais sobre alunos com comportamentos irregulares e também sobre as opções de programa para o curso;
• Envolver os professores nas tomadas de decisão da escola e melhorar a comunicação com a escola.
Como se pode ver, o burnout de professores relaciona-se estreitamente com as condições desmotivadoras no trabalho, o que afecta, na maioria dos casos, o desempenho do profissional. A ausência de factores motivacionais acarreta o stress profissional, fazendo com que o profissional abandone o seu emprego, ou, quando nele se mantém, trabalhe sem muito esmero.
http://pt.wikipedia.org/wiki/sindrome_de_Burnout
22/02/2010
uma escuridão profunda
enquanto te escrevo.
acredito (e sei)
que nunca vais ler estas palavras,
talvez por nos termos perdido
no caos dos lábios
ou por nunca termos falado
a mesma linguagem,
mas são tuas; sempre o foram.
ouve-me:
a noite chegou por fim às nossas mãos
e há um nome que se repete
no indomável eco dos nomes:
não é o teu nome, nem o meu;
nunca o foi.
dizias-me: há um cegar
por dentro do teu peito
que nunca será meu,
e tinhas razão.
nada em mim sabe negá-lo.
será isto morrer?
saber-te apenas paisagem?
saber haver aves
que abdicaram do voo
para que o teu corpo
me chegasse por inteiro?
o que eu sei é que pouco ou nada te sei.
é esta a verdade mais universal
enquanto te escrevo, assim,
sentado à mesma porta
que há anos abri à tua sede.
corrijo: nunca te soube,
e fizeste dos dias
um lugar impossível;
a noite inclina-se sobre as mãos
e há um cegar bem por dentro do meu peito
que nunca será teu nem meu
(nem de ninguém ao certo, sabes),
onde a única promessa
é a certeza da morte
e dos nossos gestos
como animais feridos.
é essa a verdade mais universal:
não haver mais nada
que possas querer levar daqui,
e que de mim levaste já quase tudo.
ouve: houvesse uma porta
por detrás de cada nome
que fosse a tua voz,
e só a tua voz,
para me negar
a impossibilidade
de voltar atrás,
e eu não teria
que te escrever assim,
como quem desiste
do seu próprio sangue
e da sua própria fome.
JOÃO COELHO
14/02/2010
05/01/2010
INSTRUÇÃO
ANDRAGOGIA
O aluno adulto busca desafios e soluções de problemas, directamente relacionados a situações práticas do seu quotidiano. Por isso a sua aprendizagem é factível e aplicável.
O Educando adulto procura na realidade académica uma realização tanto profissional como pessoal, e aprende melhor quando o assunto é de valor imediato.
Este aluno adulto aprende com os seus próprios erros e tem a imediata consciência do que não sabe e até que ponto a falta de conhecimento o prejudica.
Na educação dos adultos o currículo deve ser estabelecido em função das suas necessidades, pois são indivíduos independentes e auto-conscientes.
Neste processo os alunos aprendem, não somente recebendo informações e conceitos mas também partilhando a sua própria experiência. Daí que o papel do professor não seja tanto o de ensinar mas sim o de orientar aprendizagens relacionando-as com os conhecimentos anteriores de cada indivíduo.
Desta coexistência e participação podem resultar aprendizagens com contornos bastante originais que fazem da aprendizagem de cada um, uma partilha colaborativa muito importante.
Dora
POEMA
avô. há muito se despedia de nós
o teu corpo, os teus lábios azuis
de quem naufraga no mar
e não sabe o caminho de volta.
levaste contigo o riso das coisas
e quiseste que esquecêssemos o teu nome,
agora uma aragem fria que nos dói na voz
e faz das casas vertigem,
mas o teu nome agora é lume
por dentro de tudo
o que te pertenceu
e a mesa continua vazia de ti,
avô, e deixaste o teu toque
em todas as coisas:
nos livros que folheaste,
nas cartas que escreveste,
na pele cansada da tua viúva,
nos anos que levaste
a percorrer-nos por inteiro.
as tuas mãos, avô.
as tuas mãos a florir em todas as coisas,
as nossas mãos a vaguear nevoeiro fora
à procura de um qualquer significado
para já cá não estares.
estavas triste quando morreste,
e os dias acordavam-te nublados.
dissemos-te adeus com um poema
e um punhado de terra que agora é tua,
para te dizer que agora és também tu a terra
mas que a alma deixaste connosco
para sempre;
entregámo-nos assim, avô,
ao sal da tua ausência,
ao sal dos rostos e da tua morte
a encher os dias de silêncio
para nos ensinar que a tua dor
será para sempre nossa também.
João Coelho
18/12/2009
A INDISCIPLINA NAS ESCOLAS (vista por F. Savater)

11/12/2009
TAUTOLOGIA
É o termo usado para definir um dos vícios de linguagem. Consiste na repetição de uma ideia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido.O exemplo clássico é o famoso 'subir para cima' ou o 'descer para baixo'. Mas há outros, muito comuns, como se pode ver na lista a seguir:
-elo de ligação
-acabamento final
-certeza absoluta
-quantia exacta
-nos dias 8, 9 e 10, inclusive
-juntamente com
-expressamente proibido
-em duas metades iguais
-sintomas indicativos
-vereador da cidade
-outra alternativa
-Detalhes minuciosos
-A razão é porque
-Anexo junto à carta
-De sua livre escolha
-Superávit positivo
-Todos foram unânimes
-Conviver junto
-Facto real
-Encarar de frente
-Multidão de pessoas
-Amanhecer o dia
-Criação nova
-Retornar de novo
-Empréstimo temporário
-Surpresa inesperada
-Escolha opcional
-Planejar antecipadamente
-Abertura inaugural
-Continua a permanecer
-a última versão definitiva
-Possivelmente poderá ocorrer
-Comparecer em pessoa
-Gritar bem alto
-Propriedade característica
-Demasiadamente excessivo
-A seu critério pessoal
-Exceder em muito
por exemplo, 'surpresa inesperada'. Existe alguma surpresa esperada?
É óbvio que não.
Devemos evitar o uso das repetições desnecessárias.
Fique atento às expressões que utiliza no seu dia-a-dia.
OXÍMORO OU OXIMORO
Dado que o sentido literal de um oximoro (por exemplo, um instante eterno) é absurdo, força-se ao leitor a procurar um sentido metafórico (neste caso: um instante que, pela intensidade do vivido durante o mesmo, faz perder o sentido do tempo). O recurso a esta figura retórica é muito frequente na poesia mística e na poesia amorosa, por considerar-se que a experiência do amor transcende todas as antinomias mundanas.
O contrário de oximoro é pleonasmo.
Exemplos de oximoros:
-inocente culpa
-lúcida loucura
-silêncio eloqüente
-gelo fervente
-tácito tumulto
-ilustre desconhecido
-Movimento apolítico (Pois todo movimento social é político)
Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Oximoro"
ENQUANTO É TEMPO!
As inter relações e a linguagem não são específicas e únicas do ser humano, o que é único no ser humano é a capacidade de reflectir sobre elas. Essa capacidade de reflectir faz toda a diferença. Nos outros animais decorre tudo da lógica, no ser humano tudo é intencionalmente alterado; por orgulho, por exibicionismo, por razões de moda, por razões que se prendem com as reflexões dos outros (ou seja por influência), por exemplos de sofrimento ou de felicidade (?) ou simplesmente por má formação.
Os outros animais depressa aprendem e se adaptam à sua lógica de vida mais ou menos curta. O ser humano leva muitos anos a ser formado, moldado, formatado, de acordo com a cultura em que o fazem crescer. Somos o resultado do que fizeram de nós… a vida inteira. Não somos livres. Se tivéssemos nascido do outro lado do mundo, teríamos uma mentalidade muito diferente. Melhor? Pior? Como se avalia isso? Porque razão em certos países consideram a circuncisão masculina ou feminina, depende da cultura, (podes escolher) uma tradição enraizada e que lhes merece todo o respeito e nós consideramos uma atrocidade? Porque razão na época actual no ocidente se tem um determinado padrão de beleza e quem não lhe consegue corresponder, é infeliz e chega a extremos de suicídio? Porque razão o dinheiro faz toda a diferença no modo de sobrevivência? Quando crescemos, fazemos adaptações com resultados mais ou menos felizes, mas adaptações. Queiramos ou não, somos o resultado do que querem que sejamos.
Eu continuo a ser um pouco do que a comunidade fez de mim. Ao crescer tentei entender o certo e o errado do que elas me ensinaram e vou tentando aproveitar o bom e rejeitar ou regenerar o que considero menos bom. Aí reside a maior dificuldade; ir crescendo, corrigindo constantemente o anterior ao presente conscientes (ou não) de que ao longo da nossa vida temos sido e somos também influências, boas e más, para outros. E as alterações que vamos conseguindo fazer no nosso comportamento… são elas correctas? Quem disse que viver é fácil para o ser humano? Para quem raciocina? Para quem tem capacidade de reflectir? Não é isso que nos faz orgulhosamente diferentes dos outros animais?
Somos tudo menos livres. Os nossos “sins e os nossos “nãos” são tudo menos o reflexo da nossa liberdade. Viver em sociedade faz de nós prisioneiros de nós mesmos.
Espartilhados com tudo isto ainda temos que aprender a viver a nossa sexualidade, as nossas emoções, atribuir nomes aos sentimentos, cumprir rituais, agir de acordo com o que pode ou não agradar aos outros, defender-nos dos outros animais humanos… tarefas bem difíceis, barreiras sofridas de ultrapassar diariamente e paga bem dura pela diferença que nos distingue dos animais supostamente irracionais.
Se nos virarmos para o nosso interior… ah aí é caótico. Cada um de nós é um mundo!
Às vezes agarramo-nos a esse mundo interior como couraça da selva que é o mundo exterior porque, o mais difícil dos desafios talvez seja mesmo as relações entre nós racionais. A interacção, compreensão e entendimento entre os complexos mundos interiores. Talvez mais do que difícil isso seja impossível. Insistimos nesse inter-relacionamento porque, paradoxo, ciclo vicioso, não conseguimos viver sós… Confuso não é?
Por isso não há relações afectivas eternas. Refiro-me a relações efectivas, não a relações forçadas.
Na vida tudo é efémero mas o inter-relacionamento humano afectivo é, talvez, a mais efémera e frágil pérola que possuímos.
Dora
ISOLAMENTO

- um espaço próprio -
P’ros olhos cintilantes repousar!
Devo ter solitárias as marés,
Se me dou por partes – toda inteira…
(Não sei que outra forma há de amar!)
Recolho os pedaços abraçados
E escuto o meu corpo a soluçar.
O vento abandona a cor azul;
O tempo rompe as sombras no jardim…
E morre-me uma estrela a crepitar,
Depois de agonizar colada a mim!
Abraço a derradeira madrugada
Que teima seduzir-me em ondas mortas.
E tu… dobrando a curva dissipada...
16/05/2009
Eleições do conselho geral da ESGP
http://pluralistaesgp.blogspot.com/
logo - Tiago
A lista A ganhou as eleições por uma margem: 73 (55,3%) contra 44 (33,3) votos obtidos pela lista B.
O importante, no entanto, é que 85% dos professores acorreram a votar, o que mostra que continuamos atentos e que pretendemos manter na escola um espírito democratico sem interesses individuais e sem tornar os professores sobservientes como tem sido tentado de todas as formas e de várias origens.
Ainda temos muita força e muito para dar à escola, apesar das duras e cada vez mais solicitações a que estamos sujeitos.
O que importa é que, como diz o nosso colega Fernando Farinha tantas vezes "SOMOS PROFISSIONAIS DO ENSINO" .
Somos todos ou quase e continuaremos a sê-lo... todos juntos unidos pelo mesmo objectivo: manter a nossa escola como um exemplo de democracia, um local onde se trabalha por prazer e onde se entra com um sorriso de satisfação para todos e cada um dos elementos que aqui trabalha (apesar de este ano estar muito dificil devido a constantes mudanças, ruídos e interferências devido à obra e outros ruídos).
Na ESGP trabalha-se no sentido de preparar pessoas para a sociedade do seculo XXI, para a sociedade do conhecimento, da cidadania e da globalização. é isso que temos passado com muita intensidade aos jovens que temos ajudado a formar ao longo dos anos e é isso que continuaremos a fazer.
É a diferença que tras a discussão e realça esses valores que nos movem e orientam, não só hoje mas desde sempre, porque o espírito que vinga nesta escola nao nasceu em dois dias...
12/02/2009
31/01/2009
24/12/2008
PLUMA POÉTICA
15/12/2008
07/09/2008
PORTEFOLIO

Ele deve revelar o processo de aprendizagem do seu autor, reunindo todos os elementos que ponham em evidência a forma como esse processo decorreu: o que o aluno sabe, sabe fazer e as estratégias utilizadas para aí chegar.
Exemplos de documentos a incluir no portefólio:
◊ elementos de identificação do aluno;
Quanto à organização, visto que é um trabalho individual, a sua composição deverá obedecer a um gosto e critérios pessoais.
08/07/2008
“A LIÇÃO” UMA ACTIVIDADE DA PLATAFORMA MOODLE
Esta actividade, aprovada pelo CP, tem como objectivos:
- Desenvolver os conhecimentos e potencialidades nas TIC
- Promover o desenvolvimento sistemático de atitudes, conhecimentos e competências no uso da plataforma educativa MOODLE
- Desempenhar actividades com recurso à criação de uma actividade integrada na plataforma usada na escola, como forma de comunicação interpessoal com os alunos.
Para inscrição será colocada uma folha na sala de professores.
Mais informações contactar a professora: dora.ceu@gmail.com
25/04/2008
21/04/2008
14/04/2008
A Vision of Students Today
31/03/2008
UM EXEMPLO DE BOAS PRÁTICAS NA ESGP


M-LEARNING E A APRENDIZAGEM COLABORATIVA
Esta partilha deverá, evidentemente, envolver os pais de uma forma natural e frontal. É o princípio da aprendizagem colaborativa. Os aprendentes promovem aprendizagens através do trabalho dentro do grupo e fora dele, com os seus pares e com os adultos. O sucesso desta estratégia de aprendizagem depende das interacções sociais que se estabelecerem e promove alunos motivados e dinâmicos.
Os alunos devem saber que os pais e os professores interagem colaborativamente, para criar espaços de aprendizagem ricos e diversificados. Evidentemente que a aprendizagem colaborativa, é muito mais rica e envolvente quando é apoiada por uma variedade de recursos tecnológicos que hoje, alunos, professores e encarregados de educação têm ao seu dispor. Um ambiente natural de aprendizagem é aquele em que os envolvidos, se sentem à vontade. O telemóvel, tal como o PC, o PDA, o iPOD e outros que irão surgir, são ferramentas que oferecem potencialidades pedagógicas inovadoras e que contam à partida com a aceitação dos jovens e com o domínio técnico da sua utilização. Falta então aproveitarmos essas potencialidades e orientá-los para uma utilização também pedagógica.
Dependendo do contexto, todas as tecnologias podem ser utilizadas de forma colaborativa e interactiva na construção de aprendizagens.
Zurita, G. Nussbaum, M. Mobile CSCL Applications Suported by Mobile Computing. Pontifical Catholic University of Chile. Consultado em 22 de Março de 2008, em:
23/03/2008
TELEMÓVEL, CIDADANIA E PEDAGOGIA
A articulação constante com as famílias dos alunos é um aspecto que o docente não pode descurar, inclusive para contornar situações desafiadoras em sala de aula.
É nossa função, como educadores, professores e pais que somos, preparar o educando para o exercício da cidadania. Mais importante que a instrução é preparar os nossos jovens como pessoa humana. Para isso estes têm o direito a uma escola democrática e transparente.
O aluno tem que experienciar na escola, o mundo que o espera. Adquirir instrumentos para dar respostas às exigências da sociedade sem medo do novo e de mudanças. Aguarda-o a sociedade tecnológica, da informação e do conhecimento. Assim sendo, temos o dever de estar, também nós adultos, abertos, tolerantes e alerta para as transformações frequentes e galopantes da modernidade.
O telemóvel faz, cada vez mais, parte dessa sociedade em que estamos inseridos. Vivemos das e com as tecnologias de Informação. Elas constituem um desafio constante à sociedade e à escola, e estão em permanente evolução. O PC, que ainda à pouco tempo era um ‘bicho de sete cabeças’ , começa já a ser substituído pelo portátil devido ao tamanho mas sobretudo à sua mobilidade, e o telemóvel, por sua vez, está a evoluir rapidamente para algo mais do que suporte de voz e texto.
Este é um dos instrumentos tecnológicos que mais rapidamente chega à maior parte das pessoas e os jovens são os primeiros a vivenciá-los, por sua conta e risco.
Deixo aqui um vídeo interessante de alerta para a urgência, em prole da educação, de nos anteciparmos na formação para a utilização pedagógica e desinibida das novas TI.
21/03/2008
04/03/2008
O IMPACTO REAL DAS NOVAS TECNOLOGIAS
Carr1 (2003) sugeria no seu artigo "TI Doesn't Matter" que as tecnologias de informação (TI) não trariam vantagens competitivas às empresas por serem disponível e acessíveis a todos. Ou seja os investimentos em TI não proporcionavam vantagens estratégicas às empresas porque assim que uma empresa adoptava uma tecnologia nova, logo os seus concorrentes faziam o mesmo.
Estes argumentos de Carr foram contestados por alguns, deram origem a um debate intenso mas acima de tudo provoca

Os gestores de TI precisavam de demonstrar que investir em TIC era um bom negócio. Este aspecto tornou-se de fundamental importância. Seria necessária uma análise prévia dos investimentos, baseada em práticas e métodos adequados para garantir benefícios. Estes esforços têm tornado a TI mais forte.
A capacidade das empresas sobreviverem e terem sucesso está assim relacionada com a forma como assimilam as tecnologias, beneficiando das suas potencialidades, o que implica a necessidade de se transformarem, em termos de estratégias e da forma como estas são operacionalizadas.
Também a Escola pode fazer dos argumentos de Carr uma lição a registar. Há dois extremos a ter em conta, por um lado há ainda, em Portugal, muitas escolas que estão longe de ter um parque tecnológico suficiente, e por outro há escolas nas quais não faltam equipamentos tecnológicos. No entanto a escola ainda não atingiu níveis de maturidade na utilização das TIC que permita fazer grande distinção entre umas e outras.
As TIC são um factor fundamental de desenvolvimento de múltiplas capacidades mas dependem muito da forma como são utilizadas, isto é, das pessoas e dos seus processos de trabalho. A interacção pessoas, processos e tecnologias é a chave de entrada na verdadeira sociedade do conhecimento.
[1] Carr, N. (May, 2003). IT doesn’t matter. Harvard Business Review, pp. 5-12.
25/02/2008
15/02/2008
O TEMPLO ROMANO

11/02/2008
ALPENDRE
da lua entornada no mar
e dos vestidos
com que regas as estações
na confusão do teu corpo.
Vem: deixa que o tempo
se arraste com as horas amargas
na cal dos teus lábios
como uma serpente
que adormece
no asfalto e engole
os meus gestos.
Deixa que eu lave o frio
das tuas mãos quando a noite
vem despida de sentido,
quando te fechas no sótão
com o rosto vincado das paredes
a embalar um berço vazio e teimoso
e não te cansas dessa valsa
que suspiras.
"Não quero adormecer.
""E se eu rasgar o mar
só p'ra te ver?
"E tu sabes que o faria
quando vês o meu sorriso
sonâmbulo na seda
do lençól, calado
no alpendre queimado.
E mesmo que não fales
quando os teus lábios tremem
e finjo adivinhar-te,
soletras no teu sonho
o que o teu corpo teima
em não cantar.
Vem: enrola a tua mão na minha
e desmaia no peito de cada sílaba soletrada
como aves que não pediram para voar,
soltas casa fora, soltas casa fora:
Vem, por ruas desertas
e passeios desgastados,
mas vem.
João Coelho (meu sobrinho)
03/02/2008
DO LIVRO AOS JOGOS DE VÍDEO


Hoje, à semelhança do sentimento de Sócrates em relação ao livro, há a tendência para considerar que este é indispensável e a forma mais correcta para a transmissão da cultura, do conhecimento e da informação, olhando-se agora com suspeição, embora com alguma curiosidade, as novas formas de transmissão da comunicação e do conhecimento e as inovações tecnológicas.
McLuhan afirmava que as tecnologias são extensões do corpo humano. Assim, o garfo seria a continuação de nossas mãos; o pneu, a extensão de nossos pés; a roupa, a extensão da pele, e assim por diante. É uma visão muito perspicaz. Todas as ferramentas tecnológicas são evidentemente culturais, pois nascem da necessidade. São feitas pelos (e para) os humanos e o ser humano precisa de compensar aquilo que considera fragilidade física ou biológica.
02/02/2008
TUDO O QUE É MAU FAZ BEM (STEVEN JONHSON)

A verdade é que, a cultura de massas está a ficar mais exigente e sofisticada. Esta constatação impõe que se repense a forma como se encaram as novas tecnologias.
Tendo em conta a afirmação de Marshall McLuhan : "O meio é a mensagem" podemos afirmar que os media influenciam a conduta moral dos indivíduos, pois "tão importante - senão mais importante - é o tipo de raciocínio que estes proporcionam aos indivíduos".
Jonhsons considera que enquanto a leitura só exige esforço de uma pequena parte do cérebro, os jogos de vídeo desenvolvem capacidades sensoriais e cognitivas, inteligência visual e destreza manual, tudo em simultâneo.
Santos, S. & Sousa, S., (2007). “Tudo o que é mau faz bem”. Steve Jonhson apresentado no blog sinal luminoso. Consultado em 1 de Fevereiro de 2008 em http://sinalluminoso.blogspot.com/2007/10/tudo-o-que.html
11/01/2008
EU E OS MEUS ALUNOS

Através das aprendizagens feitas nesta área, a minha postura frente aos problemas de aprendizagem dos alunos, foi sofrendo alterações. Sempre tive tendência para tentar tratar cada aluno como sendo único, no entanto passei a agir de forma diferente (quer com alunos quer com colegas), respeitando ainda mais a individualidade de cada um ajudando, principalmente os alunos, a perceber a importância de aprender, sempre no sentido de atender à sua aplicação à vida.
O que nos cabe, como educadores que somos, é saber que enfrentaremos sempre obstáculos, que nunca estaremos prontos, e que crescemos a cada dia, quer com as nossas experiências quer com as de nossos alunos.
Cada professor deve ser um eterno aprendiz.
06/01/2008
"Todos diferentes, todos iguais"

Todos diferentes, todos iguais... como poderemos tentar tornar esta expressão verdadeira quando temos por missão ensinar jovens cujos códigos e estratégias comunicacionais não dominamos? Este é um dos problemas que se coloca quando um professor ouvinte está perante uma turma de alunos surdos.
(Paiva, A. P., (Setembro 2007, pag. 16 )Física, comunicação ou... integração? Na Rota da Sociedade do conhecimento - As TIC na Escola,Universidade Católica Editora)
15/12/2007
APRENDIZAGEM
(Prof. José Lagarto)