Existe hoje, como sempre aconteceu, uma tendência para encarar o que é novo como suspeito, comparativamente ao que já existe e já se conhece. Por essa razão se considera que os novos meios de comunicação de massas não favorecem a aprendizagem e o desenvolvimento, atribuindo-lhes um grau de exigência a nível cognitivo, baixo e que a leitura é a única forma correcta de adquirir cultura e conhecimento. A verdade é que os nossos jovens lêem cada vez menos e isso não significa que não tenham um desenvolvimento cognitivo. Steven Jonhson no seu livro “Tudo o que é mau faz bem” mostra, através da “Curva de Sleeper”, que esse desenvolvimento pode encontrar-se nas novas formas de entretenimento tais como os jogos vídeo ou os programas que passam através dos “mass media”.A verdade é que, a cultura de massas está a ficar mais exigente e sofisticada. Esta constatação impõe que se repense a forma como se encaram as novas tecnologias.
Tendo em conta a afirmação de Marshall McLuhan : "O meio é a mensagem" podemos afirmar que os media influenciam a conduta moral dos indivíduos, pois "tão importante - senão mais importante - é o tipo de raciocínio que estes proporcionam aos indivíduos".
Jonhsons considera que enquanto a leitura só exige esforço de uma pequena parte do cérebro, os jogos de vídeo desenvolvem capacidades sensoriais e cognitivas, inteligência visual e destreza manual, tudo em simultâneo.
Santos, S. & Sousa, S., (2007). “Tudo o que é mau faz bem”. Steve Jonhson apresentado no blog sinal luminoso. Consultado em 1 de Fevereiro de 2008 em http://sinalluminoso.blogspot.com/2007/10/tudo-o-que.html
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