PARTILHA/COLABORAÇÃO

Nishant Redkar engenheiro de software registou o seguinte no seu blogue: "Um homem sábio disse uma vez: [A privacidade é a condição de ficar sozinho, fora da vista do público e no controlo das informações que as outras pessoas têm sobre si]".


"Está a emergir na nossa vida uma nova civilização e por toda a parte há cegos que tentam suprimi-la.
(...) Outros, aterrorizados com o futuro, entregam-se a uma desesperada e inútil fuga para o passado e
tentam restaurar o mundo moribundo que lhes deu vida." (in "A Terceira Vaga", Alvin Toffler, p.13).

24/03/2016

Caldas da Rainha 18, 19 e 20 de março de 2016. Campeonato mundial de kickboking. 
Sofia Cabral - 3º excelente lugar em light kich e também 3º lugar em semi contact, apesar de uma lesão no externo.. A campeã, à esquerda e a vice campeã à direita.

30/04/2015


A campeã romena e a Sofia (vice campeã em semi contact e light kick). Trocaram de T shirts.



  A Sofia-Vice Campeã, e o mestre Vitor em Vagos no campeonato mundial de WAC 2015


Alunos da Universidade de Évora presentes no Campeonato do Mundo WAC 

Vários alunos da Universidade de Évora estiveram presentes no Campeonato do Mundo WAC (World All Styles Championship) 2015 da ICKKF (International Chinese Kempo Karate Federation), nos dias 27, 28 e 29 de Março de 2015, em Vagos.
Esta competição juntou quase 4000 atletas de todo o mundo, devendo ser destacadas as prestações de alguns alunos da Universidade de Évora:
João Amaro (Aluno da Licenciatura em Ciências do Desporto):
  • · Vice-Campeão em Semi Contact;
  • · Vice-Campeão em Defesa Pessoal Acrobática.
Sofia Cabral (Aluno de Mestrado em Sociologia):
  • · Vice-Campeã em Semi Contact;
  • · Vice-Campeã em Light Kick.
Luca Filipe (Aluno da Licenciatura em Psicologia):
  • · Campeão em Semi Contact;
  • · 3º Classificado em Light Kick.

Estes atletas são treinados por Vítor Bilro, também ele aluno da Licenciatura em Ciências do Desporto da Universidade de Évora.

Parabéns a todos!

Publicado em 23.04.2015

24/04/2015

Já lá vai tanto tempo que não recorro ao blogue que se justifica uma foto antiga. foi da celebre manifestação dos cerca de  120 mil professores Vou voltar ao blogue. Prometo.

01/06/2010

DALTONISMO

Daltonismo é o nome que se atribui a uma alteração congénita, que consiste na insuficiência visual relacionada com a incapacidade de distinguir diversas cores do espectro. Um indivíduo com uma visão normal é capaz de cerca de 30.000 cores. O daltónico apenas consegue identificar ou diferenciar entre 500 e 800 cores. Diferentes tipos de daltonismo:
Dicromacia, Tricromacia anómala, Monocromacia.
De transmissão hereditária, o daltonismo resulta de falha genética que está associada ao cromossoma X O homem é portador de um cromossoma X e um cromossoma Y, enquanto a mulher é portadora de dois cromossomas X Assim, se a alguém do sexo feminino é transmitido, pelo pai ou pela mãe, um cromossoma X portador da deficiência do daltonismo, essa pessoa não terá a deficiência pois o cromossoma não portador da deficiência compensa o "defeito". Os primeiros sintomas de daltonismo são detectados na idade escolar. Com mais idade, ao indivíduo daltónico são interditas diversas profissões tais como pilotagem de aviões, navegação marítima, a indústria gráfica, a indústria química, a geologia, a arqueologia, actividades ligadas à área da informática ou áreas financeiras, a decoração e a moda, entre outras. A compra de vestuário "obriga" sempre o daltónico a recorrer ao apoio de terceiros. Muitas outras situações do quotidiano implicam que os daltónicos recorram a ajuda: orientação em interpretação de mapas, sinais de trânsito, a identificação correcta das bandeiras da praia, identificação e escolha de qualquer tipo de produto ou serviço onde a cor seja factor de decisão.

http://coloradd.net/daltonismo.htm

25/04/2010



Revolução dos Cravos é o nome dado ao golpe de Estado militar que derrubou, sem derramamento de sangue e sem grande resistência das forças leais ao governo, o regime ditatorial herdado de Oliveira Salazar e aos acontecimentos históricos, políticos e sociais que se lhe seguiram, até à aprovação da Constituição Portuguesa, em Abril de 1976.

O regime que vigorava em Portugal desde 1933 cedia, de um dia para o outro, à revolta das forças armadas, lideradas por jovens oficiais. O levantamento, usualmente conhecido pelos portugueses como 25 de Abril, foi conduzido em 1974 por oficiais intermédios da hierarquia militar (o MFA), na sua maior parte capitães que tinham participado na Guerra Colonial. Os oficiais de baixa patente, os oficiais milicianos. estudantes recrutados, muitos deles universitários, vendo suas carreiras interrompidas, cedo aderiam.

É consensual ter trazido essa revolução, conduzida por esses jovens, a liberdade ao povo português, oprimido durante década.

Denomina-se "Dia da Liberdade" o feriado nacional instituído em Portugal para comemorar a revolução iniciada no dia 25 de Abril de 1974.

23/04/2010

MOTIVAÇÃO


A motivação é a mais importante de todas as variáveis do processo educativo, mas a mais difícil de controlar. Ela pode assumir várias formas, divididas em dois grandes subconjuntos: Expectativas e Necessidades (Gagné 1987 e Maslow, 1950), os quais derivam do conceito de homeostasia e da noção de (des) equilíbrio tendentes a gerarem uma força para um objectivo: a satisfação.
Mas as causas que estão na origem da ausência de insatisfação, não são as mesmas que estão na base da ausência de satisfação (Herzeberg, 1979), às primeiras este autor chamou-lhes Factores Higiénicos e às segundas Factores Motivacionais.


Imagem do cérebro, com o hipotálamo, o tálamo, o lóbulo frontal, a hipófise (também denominada como glândula pituitária) o tronco cerebral e o cerebelo.

Em “O Cérebro Total”, Ned Herman (1982) fala-nos do efeito de filtro provocado pelo Cérebro Límbico, que é o mesmo que dizer, pelas emoções. Estas actuam na filtragem, quiçá, inibição ou bloqueio da informação que é canalizada para o Cérebro Cortical. Este autor vai buscar a antiga designação do Sistema Límbico, que compreende um conjunto de glândulas (Tálamo, Hipotálamo, Amígdala, etc.) e de neurotransmissores (hormonas) que interactuam em conjunto com o Córtex para gerarem as emoções.
Quando estamos numa sala de aula, numa conferência, num workshop ou frente a um computador a estudar num programa de EAC ou interagindo num curso de e-Learning, a atenção que damos ao emissor e o grau de concentração que temos para a recepção da mensagem vai caracterizar todo o processo de aprendizagem, quer quanto à quantidade e qualidade de informação transformada em conhecimento quer, ainda, no papel decisivo que a mesma irá desempenhar na recuperação dos conteúdos armazenados no cérebro.



A atenção que se presta aos diferentes estímulos está na razão directa da qualidade dos mesmos ou da importância imediata ou futura que o receptor atribui a essa informação. É evidente que nada disto é tão linear. Por maior que seja o desejo de aprender uma dada matéria, vital para alcançar um importante objectivo, se a pessoa estiver fatigada, com sono ou doente os seus limiares de atenção vão, com certeza, prejudicar essa aprendizagem. Paralelamente, se alguém tiver uma enorme admiração por um orador, mas se na sala estiverem 40 graus ou o sistema de som for deficiente, a pessoa irá captar muito pouco da mensagem que esse emissor queria transmitir à assistência.

Do que foi dito é, então, possível inferir que a Atenção Selectiva aumenta ou diminui em função de múltiplos factores internos ou externos ao sujeito da acção, havendo diferentes mediadores meramente físicos ou mecânicos e outros psicológicos। Quando um estímulo chega a um receptor sensorial (olhos ou ouvidos, por exemplo), para que essa mensagem seja trabalhada no cérebro, sofre múltiplas transformações físicas, químicas e eléctricas antes de ser indexada para ser armazenada na memória a longo prazo.

Por exemplo, o sinal sonoro ou luminoso que sai do emissor (professor, computador, etc.) tem de ter boa qualidade física para vencer muitas barreiras: ruído na sala, iluminação em excesso, etc., e ser captado pelo órgão sensorial específico (cones, bastonetes, tímpanos, etc.). Depois há uma selecção prévia (física) realizada pelas memórias sensoriais (memória icónica, memória ecóica, memória táctil, etc., Neisser, 1967) antes da informação seguir pelas vias próprias (feixes de neurónios – nervos), as quais possuem um efeito de filtro, por onde só passam dados com “boa” qualidade (qualidade física, obviamente), a não ser que o sujeito da acção (voluntária ou involuntariamente) tenha dado uma “ordem” ao seu cérebro em contrário. Neste caso, o filtro adquire a predisposição para deixar passar dados não adequados (baixa o limiar de excitabilidade).

Depois de vencer essa “segunda” barreira que é a memória sensorial ou imediata, há um longo trajecto a percorrer a que Broadbent e outros autores chamaram: Canal de Capacidade Limitada. Este “funil” só canaliza informação para o codificador (MCP – Memória a Curto Prazo, Miller 1956) se a qualidade do estímulo já foi verificada no filtro anterior (memória sensorial). A sua missão é, agora, a de sistematizar os fluxos de informação ao longo do canal, retardando a chegada dos dados à MCP para que esta memória tenha tempo de indexar o conhecimento a armazenar. Quando chega à “estação de tratamento” MCP, onde irá permanecer o tempo necessário à codificação, sofre um novo período de espera que advém da quantidade de informação que está a ser processada e/ou da dimensão que a referida memória (MCP) suporta. Como se recordam, o conceito de memória a curto prazo já foi estudado na Psicologia da Aprendizagem, a partir dos trabalhos de George Miller e do seu número mágico 7 (mais ou menos 2), bem como dos chunks de informação.


Por exemplo, se um professor fala muito baixo, sem vivacidade e com lentidão (monocórdico) ou, noutra acepção, se o ecrã de um computador apresenta dados confusos e pouco apelativos, nem um nem o outro, conseguem vencer as barreiras e os filtros, a não ser que o receptor esteja rendido aos “encantos” da mensagem ou do emissor. Neste caso, os filtros estão “desligados” (atenção selectiva total).

Outra situação similar acontece quando alguém está numa festa a prestar atenção a um pequeno grupo e, longe dali, outro grupo conversa animadamente. De repente, alguém desse grupo diz o nome de uma das pessoas do primeiro e, automaticamente, essa pessoa embora distante, passa a prestar atenção a essa conversa. Existiu uma redução do limiar de excitabilidade das células, razão pela qual, embora o sinal sonoro seja mais fraco, foi captado ( the cocktail party problem).

Quando o professor fala muito depressa (embora com boa dicção e tonalidade) ou o ecrã apresenta grandes blocos de texto, vídeos, textos temporizados e imagens, todos com sequências muito rápidas, a informação, mesmo que consiga vencer os filtros, perde-se na fase de espera para codificação na entrada da MCP. É um problema similar ao que ocorre na hidráulica. Se saírem de uma torneira 40 litros de água por minuto para dentro de um tanque e se este possuir outra torneira por onde saem 20 litros em cada minuto, algum tempo depois este reservatório transborda e a água perde-se. É o que acontece com os dados que estão na sala de espera da MCP (tanque da metáfora). Quando chega muita informação à MCP, há uma parte que esta não consegue tratar. Essa informação perde-se irremediavelmente.
Os processos de imitação e de comparação com modelos e esquemas, possíveis em matérias muito simples mas também nas complexas, ajudam a criar algoritmos mentais próprios, a partir do momento em que a informação ganhe sentido para o estudante e o treino seja capaz de gerar os automatismos da nova estrutura mental (semelhante a um programa de computador, mas no nosso cérebro).

A tentativa e erro ajudará, com os cuidados necessários para não desmotivar o estudante, a estrutura a sedimentar-se e a optimizar-se. Portanto, no e-Learning e afins, as simulações e os questionários de resposta automática, que podem ser repetidos “n” vezes, são estratégias a adoptar sempre. A atenção selectiva e o desempenho melhorarão quando a imitação e a tentativa e erro estiverem “encaixadas” nos jogos pedagógicos, uma vez que o lúdico, bem como algo que é inerente à espécie humana, ou seja, gostar de vencer nem que seja a própria máquina, funcionarão como facilitadores do acto de aprender.


Os diferentes programas didácticos por computador, mesmo em utilizações simples na sala de aula, devem ter por base, uma forte preocupação com a pedagogia e com a forma. Aconselha-se para o e-Learning/b-Learning, EAC e afins, que sejam escolhidas equipas multidisciplinares, com pedagogos a estudarem o processo de aprendizagem e designers a forma. A atenção selectiva que o aluno/formado irá desenvolver, dependerá da organização e da tipologia dos conteúdos: casos, metáforas, alegorias, simulações, imagens, sons, oficinas de trabalho, trabalho em equipa, em suma, uma vasta panóplia de recursos que recorrem a técnicas estudadas pelos teóricos da percepção e da atenção, que levem o estudante a motivar-se, a gostar de estar “ali” a estudar, quiçá, a “viciar-se” nesta manipulação de dados, em plena comunhão com os objectivos e os fins do curso.

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

Goleman, D. demonstrou na sua obra de referência “A Inteligência Emocional” (1995) e no livro "Trabalhando com a Inteligência Emocional" (1999), como o sucesso escolar e profissional dependem tanto da Inteligência Geral (a que resulta da soma das aptidões ligadas pelo factor geral) como da Inteligência Emocional. Ao desmistificar a “ditadura” do QI (Quociente de Inteligência) que vigorava desde o início do século XX, comprovou que esta entidade é, isoladamente, um mau preditor da carreira profissional e escolar, pois avalia parcialmente as potencialidades de cada sujeito. As competências pessoais/sociais avaliadas pela Inteligência Emocional são indispensáveis na orientação que devemos possuir, para atingir elevados desempenhos nos diferentes papéis ao longo da vida.
São inúmeras as investigações e as constatações empíricas de que nos fala Daniel Goleman, para ilustrar a necessidade de cada pessoa conhecer os seus estados internos, as preferências, os recursos e as intuições, bem como reconhecer as próprias emoções, os seus efeitos e como controlar cada uma dessas situações. Este autor refere que começou a interrogar-se: - Porque razão pessoas com QIs elevadíssimos (150/170) tinham carreiras medianas e outras com QIs médios (95/105) tinham vidas com elevado sucesso, ao ponto de atingirem cargos de alto relevo na sociedade? – A resposta só podia ser uma: a Inteligência Emocional.
Para Goleman, se quisermos atingir o sucesso nas diferentes áreas da vida, será necessário auto avaliarmos as nossas: automotivação, autoconsciência e autocontrolo, bem como sabermos inspirar confiança nos outros (empatia) possuindo, ao mesmo tempo, adaptabilidade, quer dizer, dominarmos bem as aptidões sociais. Se a tudo isto juntarmos a vontade de triunfar, o empenho, a perseverança, a iniciativa e o optimismo, como o gostar do que se faz, ficam reunidas as condições para alcançar todas as metas traçadas.
Goleman (1995) descreve a Inteligência Emocional como sendo o modo idiossincrático do indivíduo interactuar com o mundo, daí apresentar conceitos como: sentimentos (Damásio, A., 2000, distingue sentimentos de emoções), consciência, motivação, entusiasmo, perseverança, empatia, etc., que configuram traços de personalidade responsáveis por atitudes de autodisciplina, de compaixão e de altruísmo, indispensáveis a uma adequada e criativa adaptação social.

Para este autor a Inteligência Emocional tem infinitos rostos, que no dia-a-dia a pessoa vai observando e descobrindo. A aprendizagem emocional é considerada como vital para o desenvolvimento humano e para o êxito que cada pessoa pode e deve alcançar na vida, daí propor que no plano pessoal cada indivíduo deve descobrir quais são os aspectos dessa inteligência que ele domina, os que pode controlar e aqueles que necessita de obter para alcançar vantagens na sua vida pessoal, profissional, social e familiar.

Para que seja possível estabelecer um programa de diagnóstico e de treino da aprendizagem emocional, primeiro será indispensável conhecer os termos usados e reflectir sobre as estratégias a utilizar num nosso plano de mudança. Para isso é necessário recorrer a instrumentos de auto análise, de que o Teste de Inteligência Emocional é um exemplo, e definir operacionalmente os conceitos de modo a que seja possível compreende-los, reflectir sobre as suas implicações e, quiçá, experimentá-los.

DAMÁSIO, António, (2000), O Sentimento de Si, Mira-Sintra - Mem Martins, Fórum da Ciência – Publicações Europa América.

GOLEMAN, Daniel, (1995),Inteligência Emocional, Lisboa, Temas & Debates.

GOLEMAN, Daniel, (1999), Trabalhar com a Inteligência Emocional, Lisboa, Temas & Debates.

Comentário ao filme “CLASS DIVIDED”

O filme “Class Devided” tem início com a notícia do assassinato de Martin Luther King. Esta situação suscitou na professora Jane Elliott a necessidade de fazer os seus alunos de terceiro ano, compreender o significado da discriminação. Melhor do que explicar entendeu que as crianças assimilariam melhor se conseguisse sucesso numa experiência posta em prática com os próprios elementos da turma. Assim separou as crianças em dois grupos. Um era composto pelos elementos que tinham olhos azuis, o outro era constituído por alunos que tinham olhos castanhos. A estratégia consistiu no seguinte: logo nesse dia o grupo dos alunos com olhos azuis foi tratado de forma privilegiada, valorizado pela professora, quer na sua inteligência, quer nas suas atitudes. Pelo contrário, o outro grupo foi marcado como inferior usando uma fita azul ao pescoço, desvalorizado, menosprezado e por vezes até ridicularizado pela professora. Esta atitude diferenciadora por parte da professora levou a que durante todo o dia o grupo de alunos de olhos azuis fosse respeitado por todos como reflexo da atitude da professora. Da mesma forma os alunos de olhos castanhos eram desvalorizados e discriminados à semelhança da atitude de Jane. Isto independentemente da relação de amizade que os unia.
No dia seguinte Jane Elliott tomou a atitude contrária considerando os alunos de olhos castanhos superiores, tratando-os de forma privilegiada e encarando o grupo de olhos azuis como inferiores passando assim estes a usar a fita azul ao pescoço. Nesse dia, logo o grupo de olhos azuis passou a ser discriminado e o grupo de olhos castanhos passou a ser valorizado e respeitado.
Esta experiência levou os jovens envolvidos a sentirem-se exactamente da forma como eram tratados, ora valorizados ora estigmatizados. Isto fê-los perceber claramente o que é a discriminação visto que o sentiram na pele apenas pela cor dos olhos. Logo ficou claro para todos que o mesmo acontece no que diz respeito a outras situações tais como: a raça, a etnia, a ideologia, a religião ou outras diferenças. As crianças assimilaram perfeitamente a ideia que envolveu a experiência que se reflecte na sociedade em que vivemos. Perceberam que todo o ser humano é igual em direitos e deveres independentemente das diferenças. No final, perante a questão de Jane Elliott sobre se apontariam um indivíduo diferente quando com ele se cruzassem, as crianças responderam que não o fariam, não apenas para agradar à professora mas porque assim o sentiram na realidade. Ninguém merece ser discriminado pela diferença.

O ser humano é resistente às mudanças.
A morte de Martin Luther King marcou uma época que provocou o início de alguma mudança de mentalidades no que diz respeito à discriminação das minorias, de grupos étnicos, religiosos e especialmente de raça.
O filme atinge de forma exemplar o objectivo que norteou a atitude da professora. A interiorização ou não de preconceitos discriminatórios inicia-se na infância seguindo os modelos dos adultos (família, escola, comunidade em geral). Esta experiência de sucesso aplicada às crianças daquela faixa etária foi decisiva para atitudes futuras daqueles alunos de Jane Elliott. É uma lição para os adultos que deveriam aceitar as diferenças servindo de exemplo para todas as crianças. Só assim se conseguirá acabar com a discriminação e a xenofobia ainda tão enraizada na sociedade actual. Esta realidade dura e cruel penaliza injustamente tantos seres humanos por razões que lhes são alheias. Ninguém pode ser culpabilizado e estigmatizado, por exemplo, por nascer com uma determinada cor ou envolvido e orientado no caminho de uma religião específica.
Urge desenvolver o respeito pela diferença não como uma obrigação mas sim como algo quase tão natural como respirar.
Enquanto se falar em discriminação significa que ela existe é urgente que exista, em todas as sociedades, igualdade de direitos para todos, para que esta palavra, com tudo o que ela encerra, seja cada vez menos usada.
No fundo, todos nós somos diferentes.

SOFIA CABRAL

Balada de un Soldado - Mafalda Veiga

Balada de un Soldado
Mafalda Veiga

Madre, anoche en las trincheras
Entre el fuego y la metralla
Vi un enemigo correr
La noche estaba cerada,
La apunté con mi fusil
Y al tiempo que disparaba
Una luz iluminó
El rostro que yo mataba
Clavó su mirada en mi
Con sus ojos ya vacios
Madre, sabes quien maté?
Aquél soldado enemigo
Era mi amigo José
Compañero de la escuela
Con quien tanto yo jugué
De soldados y trincheras

Hoy el fuego era verdad
Y mi amigo ya se entierra
Madre, yo quiero morir
Estoy harto de esta guerra
Y si vuelvo a escribir
Talvez lo haga del cielo
Donde encontraré a José
Y jugaremos de nuevo

Madre, sabes quien maté?
Aquél soldado enemigo
Era mi amigo José
Compañero de la escuela
Con quien tanto yo jugué
De soldados y trincheras
Madre, sabes quien maté?
Aquél soldado enemigo
Era mi amigo José
Balada de um Soldado
Mafalda Veiga

Mãe, à noite nas trincheiras
Entre o fogo e a metralha
Vi um inimigo correr
A noite estava cerrada,
Apontei-lhe a minha arma
E ao mesmo tempo que disparava
Uma luz iluminou
O rosto que eu matava
Cravou os seus olhos em mim
Com os seus olhos já vazios
Mão, sabes quem matei?
Aquele soldado inimigo
Era o meu amigo José
Companheiro da escola
Com quem tanto eu joguei
Aos soldados e trincheiras

Hoje o fogo era verdade
E o meu amigo já se enterra
Mãe, eu quero morrer
Estou farto desta guerra
E se volto a escrever
Talvez o faça do céu
Onde encontrarei José
E jogaremos de novo

Mãe sabes quem matei?
Aquele soldado inimigo
Era o meu amigo José
Companheiro da escola
Com quem tanto eu joguei
Aos soldados e trincheiras
Mãe sabes quem matei?
Aquele soldado inimigo
Era o meu amigo José

“Balada de un soldado” é uma carta de um soldado escrita a sua mãe em plena guerra civil de Espanha.
A Guerra Civil espanhola (1936-39) foi o acontecimento mais traumático que ocorreu antes da 2ª Guerra Mundial.
Como podemos ver esta música trata de uma criança soldado, que sem odiar ninguém e sem saber o porquê de estar naquela guerra, matara um grande amigo de escola com quem tanto brincava, porque por mero acaso estava do chamado “lado inimigo”. Podemos perceber também, que a criança teve que crescer rápido demais e que no momento de que a música fala não tem vontade de viver pois sente-se, muito mal por ter morto o seu grande amigo. Esta criança foi empurrada para uma situação que não escolheu e acabou por cometer actos que os momentos foram proporcionando. Ter morto acidentalmente o seu amigo foi um deles. E isto levou-o a perceber a diferença entre o imaginário e a realidade. Perdeu a vontade natural e infantil de brincar e sentiu a necessidade de morrer também para ir para perto de seu amigo e voltarem a ser as crianças felizes de há tão pouco tempo. Perdeu a inocência...
Esta música mostra a realidade de algumas das crianças espanholas durante a guerra civil de Espanha, que foram obrigadas a crescer à força e a usar armas sem perceber, sequer, o lado ou as razões que defendiam. No entanto esta mensagem de Mafalda Veiga é intemporal e infelizmente não é a única.

22/04/2010

HIPERTEXTO E EDUCAÇÃO

Um tópico relevante é a utilização da ferramenta de hipertexto na Educação. O trabalho com hipertexto pode impulsionar o aluno à pesquisa e à produção textual. O hipertexto como ferramenta de ensino e aprendizagem facilita um ambiente no qual a aprendizagem acontece de forma incidental e por descoberta, pois ao tentar localizar uma informação, os utilizadores de hipertexto, participam activamente de um processo de busca e construção do conhecimento, forma de aprendizagem considerada como mais duradoura e transferível do que aquela directa e explícita.
Na sala de aula onde se trabalha com hipertexto, os alunos, num sistema de colaboração, acabam aprendendo mais e através de diversas fontes. O próprio conceito de hipertexto, pode nos levar a essa intenção. Uma actividade colaborativa traz benefícios extraordinários no que diz respeito a construção individual e colectiva do conhecimento. Os professores também podem trabalhar com hipertexto para funções pedagógicas. Utilizar textos de várias turmas e redistribuí-los é um bom exemplo. O hipertexto também traz como vantagem para a educação a construção do conhecimento compartilhado, um importante recurso para organizar material de diferentes disciplinas.

COMO OS MAPAS DE CONCEITOS SE CONSTITUEM EM ESTRATÉGIAS DE APRENDIZAGEM

Comece por uma Leitura RÁPIDA e pouco preocupada: Leia sem a preocupação de apreender toda a informação, como se estivesse a ler um bom romance. Nunca se consegue apreender toda a informação numa primeira leitura, por isso aproveite este primeiro momento para se adaptar ao tipo de escrita, à estrutura geral do texto e tente apenas perceber as ideias gerais.
Agora que já tem uma ideia geral sobre o texto já possui algumas “gavetas mentais” onde pode armazenar melhor a informação. Já está preparado para ir mais além, por isso a leitura que se segue deve ser ATENTA e cuidada, tentando prestar atenção a todos os pormenores e perceber a matéria que está descrita. Ao ler, deverá ter o cuidado de perceber quais os aspectos mais importantes como frases, nomes, datas... aspectos para os quais deva prestar atenção particular. Este aspecto vai ser particularmente importante para a fase que se segue: o SUBLINHADO
É frequente a tendência de considerar tudo importante, o que leva a sublinhar a quase totalidade do texto. Isto é obviamente um erro. Se sublinharmos todo (ou quase todo) o texto, a única diferença final é que passamos a ter um texto com uma linha por debaixo das palavras. O sublinhado, quando correctamente elaborado, permite que chegue mais facilmente às ideias chave e descobrir a informação que precisa com maior precisão. Se tiver oportunidade coloque pequenas notas na lateral do texto e utilize várias cores e códigos de sublinhado de acordo com a natureza da informação.
Uma vez sublinhado, verá como as leituras subsequentes são muito mais fáceis e produtivas. O sublinhado tem ainda a vantagem de permitir utilizar a memória visual para relembrar o texto que se apresenta assim diferenciado conforme o grau de relevância.
Nesta fase já deve ter uma ideia mais concreta do texto e da sua matéria. É o momento ideal para realizar um ESQUEMA (mapa de conceitos). Para elaborar o esquema é geralmente útil olhar para o sublinhado já que em princípio serão as palavras que o sublinhado atribui maior importância que aparecerão no esquema. O esquema tem a vantagem de apresentar a matéria de forma simples, concisa e facilitar a utilização da memória visual.
No esquema a informação não está em texto corrido pelo que é mais fácil colocar a matéria por palavras próprias, o que implica compreensão e conhecimento dos conteúdos.
É o que se pretende na fase seguinte: RESUMO. Perante a informação esquematizada tente colocar a matéria em texto corrido de forma sintética e por palavras suas. Não se pretende que o resumo seja muito longo nem utilize as palavras do livro (para isso tínhamos antes o próprio manual). Deve utilizar palavras que tenham algum significado para si e que pertençam ao seu vocabulário habitual. Evite “palavras caras” ou “chavões”, a menos que o carácter técnico e científico da matéria o implique.
Finalmente recapitule a matéria mentalmente. Imagine perguntas e responda a essas mesmas perguntas. Seja exigente nas perguntas que faz a si próprio e caso não saiba a resposta recorra ao manual.
Este trata-se apenas de um exemplo de método de estudo que pretende tornar a aprendizagem mais fácil e eficaz. É apenas um entre os muitos possíveis e procura reflectir os pressupostos que foram sendo mencionados. Poderá parecer que o fazer sublinhados, esquemas, resumos, etc.. são uma perda de tempo, sendo o tempo geralmente pouco, mas lembre-se que a aprendizagem depende da dedicação dos sujeitos, pelo que enquanto está a realizar todos estes esquemas e resumos está a codificar a informação de forma diferente com várias formas de aceder a matéria pretendida e a aumentar o seu grau de envolvimento.
Poderia substituir todos estes passos por várias leituras consecutivas, mas provavelmente ao fim de algumas leituras já estaria num género de eco mental em que as palavras simplesmente ecoavam como um disco riscado. Seja como for, evite deixar o estudo para o último momento. Todos sabemos como a pressão do último dia nos empurra para o estudo mas é importante adaptar a nova informação à preexistente e tal implica algum tempo.

22/03/2010

SÍNDROME DE BURNOUT

A chamada Síndrome de Burnout é definida por alguns autores como uma das consequências mais marcantes do stress profissional, e caracteriza-se por exaustão emocional, avaliação negativa de si mesmo, depressão e insensibilidade com relação a quase tudo e todos (até como defesa emocional).
O termo Burnout é uma composição de burn=queima e out=exterior, sugerindo assim que a pessoa com esse tipo de stress consome-se física e emocionalmente, passando a apresentar um comportamento agressivo e irritadiço.
Essa síndrome refere-se a um tipo de stress ocupacional e institucional com predilecção para profissionais que mantêm uma relação constante e directa com outras pessoas, principalmente quando esta actividade é considerada de ajuda (médicos, enfermeiros, professores).
Os autores que defendem a Síndrome de Burnout como sendo diferente do stress alegam que esta doença envolve atitudes e condutas negativas com relação aos utilizadores/clientes, organização e trabalho, enquanto o stress apareceria mais como um esgotamento pessoal com interferência na vida do sujeito e não necessariamente na sua relação com o trabalho. Entretanto, pessoalmente, julgamos que essa Síndrome de Burnout seria a consequência mais depressiva do stress desencadeado pelo trabalho.

A Síndrome de Burnout em Professores

A burnout de professores é conhecida como uma exaustão física e emocional que começa com um sentimento de desconforto e pouco a pouco aumenta à medida que a vontade de leccionar gradualmente diminui. Sintomaticamente, a burnout geralmente reconhece-se pela ausência de alguns factores motivacionais: energia, alegria, entusiasmo, satisfação, interesse, vontade, sonhos para a vida, ideias, concentração, autoconfiança e humor.
Um estudo feito entre professores que decidiram não retomar os postos nas salas de aula no início do ano escolar na Virgínia, Estados Unidos, revelou que entre as grandes causas de stress estava a falta de recursos, a falta de tempo, reuniões em excesso, número muito grande de alunos por sala de aula, falta de assistência, falta de apoio e pais hostis. Em uma outra pesquisa, 244 professores de alunos com comportamento irregular ou indisciplinado foram instanciados a determinar como o stress no trabalho afectava as suas vidas. Estas são, em ordem decrescente, as causas de stresse nesses professores:
• Políticas inadequadas da escola para casos de indisciplina;
• Atitude e comportamento dos administradores;
• Avaliação dos administradores e supervisores;
• Atitude e comportamento de outros professores e profissionais;
• Carga de trabalho excessiva;
• Oportunidades de carreira pouco interessantes;
• Baixo status da profissão de professor;
• Falta de reconhecimento por uma boa aula ou por estar ensinando bem;
• Alunos barulhentos;
• Lidar com os pais.

Os efeitos do stress são identificados, na pesquisa, como:
• Sentimento de exaustão;
• Sentimento de frustração;
• Sentimento de incapacidade;
• Carregar o stress para casa;
• Sentir-se culpado por não fazer o bastante;
• Irritabilidade.

As estratégias utilizadas pelos professores, segundo a pesquisa, para lidar com o stress são:
• Realizar actividades de relaxamento;
• Organizar o tempo e decidir quais são as prioridades;
• Manter uma dieta balanceada e fazer exercícios;
• Discutir os problemas com colegas de profissão;
• Tirar o dia de folga;
• Procurar ajuda profissional na medicina convencional ou terapias alternativas.

Quando questionados sobre o que poderia ser feito para ajudar a diminuir o stress as estratégias mais mencionadas foram:
• Dar tempo aos professores para que eles colaborem ou conversem;
• Prover os professores com cursos e workshops;
• Fazer mais elogios aos professores, reforçar suas práticas e respeitar seu trabalho;
• Dar mais assistência;
• Prover os professores com mais oportunidades para saber mais sobre alunos com comportamentos irregulares e também sobre as opções de programa para o curso;
• Envolver os professores nas tomadas de decisão da escola e melhorar a comunicação com a escola.

Como se pode ver, o burnout de professores relaciona-se estreitamente com as condições desmotivadoras no trabalho, o que afecta, na maioria dos casos, o desempenho do profissional. A ausência de factores motivacionais acarreta o stress profissional, fazendo com que o profissional abandone o seu emprego, ou, quando nele se mantém, trabalhe sem muito esmero.

http://pt.wikipedia.org/wiki/sindrome_de_Burnout

22/02/2010

pousou à janela
uma escuridão profunda
enquanto te escrevo.

acredito (e sei)
que nunca vais ler estas palavras,
talvez por nos termos perdido
no caos dos lábios
ou por nunca termos falado
a mesma linguagem,
mas são tuas; sempre o foram.

ouve-me:
a noite chegou por fim às nossas mãos
e há um nome que se repete
no indomável eco dos nomes:
não é o teu nome, nem o meu;
nunca o foi.

dizias-me: há um cegar
por dentro do teu peito
que nunca será meu,
e tinhas razão.
nada em mim sabe negá-lo.

será isto morrer?
saber-te apenas paisagem?
saber haver aves
que abdicaram do voo
para que o teu corpo
me chegasse por inteiro?

o que eu sei é que pouco ou nada te sei.
é esta a verdade mais universal
enquanto te escrevo, assim,
sentado à mesma porta
que há anos abri à tua sede.

corrijo: nunca te soube,
e fizeste dos dias
um lugar impossível;

a noite inclina-se sobre as mãos
e há um cegar bem por dentro do meu peito
que nunca será teu nem meu
(nem de ninguém ao certo, sabes),
onde a única promessa
é a certeza da morte
e dos nossos gestos
como animais feridos.

é essa a verdade mais universal:
não haver mais nada
que possas querer levar daqui,
e que de mim levaste já quase tudo.

ouve: houvesse uma porta
por detrás de cada nome
que fosse a tua voz,
e só a tua voz,
para me negar
a impossibilidade
de voltar atrás,
e eu não teria
que te escrever assim,
como quem desiste
do seu próprio sangue
e da sua própria fome.

JOÃO COELHO

14/02/2010

05/01/2010

INSTRUÇÃO

“A instrução deve ser universal, isto é, deve estender-se a todos os cidadãos. Deve, em seus diferentes graus, abraçar todo o sistema dos conhecimentos humanos e assegurar aos homens, em todas as idades, a faculdade de conservar os seus conhecimentos e adquirir novos; o povo deverá ser instruído sobre as novas leis, as observações da agricultura, os métodos económicos que não pode ignorar; deve-lhe ser revelada a arte de instruir-se a si próprio”. (Condorcet, 1792, in Mucchieli, 1981).

ANDRAGOGIA

Andragogia é um caminho educacional que tem como finalidade principal compreender o adulto. É a arte de ensinar aos adultos, que não são aprendizes sem experiência, pois o conhecimento vem da realidade (escola da vida).
O aluno adulto busca desafios e soluções de problemas, directamente relacionados a situações práticas do seu quotidiano. Por isso a sua aprendizagem é factível e aplicável.
O Educando adulto procura na realidade académica uma realização tanto profissional como pessoal, e aprende melhor quando o assunto é de valor imediato.
Este aluno adulto aprende com os seus próprios erros e tem a imediata consciência do que não sabe e até que ponto a falta de conhecimento o prejudica.
Na educação dos adultos o currículo deve ser estabelecido em função das suas necessidades, pois são indivíduos independentes e auto-conscientes.
Neste processo os alunos aprendem, não somente recebendo informações e conceitos mas também partilhando a sua própria experiência. Daí que o papel do professor não seja tanto o de ensinar mas sim o de orientar aprendizagens relacionando-as com os conhecimentos anteriores de cada indivíduo.
Desta coexistência e participação podem resultar aprendizagens com contornos bastante originais que fazem da aprendizagem de cada um, uma partilha colaborativa muito importante.

Dora

POEMA

estavas triste quando morreste,
avô. há muito se despedia de nós
o teu corpo, os teus lábios azuis
de quem naufraga no mar
e não sabe o caminho de volta.

levaste contigo o riso das coisas
e quiseste que esquecêssemos o teu nome,
agora uma aragem fria que nos dói na voz
e faz das casas vertigem,
mas o teu nome agora é lume
por dentro de tudo
o que te pertenceu
e a mesa continua vazia de ti,
avô, e deixaste o teu toque
em todas as coisas:
nos livros que folheaste,
nas cartas que escreveste,
na pele cansada da tua viúva,
nos anos que levaste
a percorrer-nos por inteiro.

as tuas mãos, avô.
as tuas mãos a florir em todas as coisas,
as nossas mãos a vaguear nevoeiro fora
à procura de um qualquer significado
para já cá não estares.

estavas triste quando morreste,
e os dias acordavam-te nublados.
dissemos-te adeus com um poema
e um punhado de terra que agora é tua,
para te dizer que agora és também tu a terra
mas que a alma deixaste connosco
para sempre;

entregámo-nos assim, avô,
ao sal da tua ausência,
ao sal dos rostos e da tua morte
a encher os dias de silêncio
para nos ensinar que a tua dor
será para sempre nossa também.


João Coelho

18/12/2009

A INDISCIPLINA NAS ESCOLAS (vista por F. Savater)


Especialistas em educação reunidos na cidade espanhola de Valência defenderam hoje que o aumento da violência escolar deve-se, em parte, a uma crise de autoridade familiar, pelo facto de os pais renunciarem a impor disciplina aos filhos, remetendo essa responsabilidade para os professores.Os participantes no encontro 'Família e Escola: um espaço de convivência', dedicado a analisar a importância da família como agente educativo, consideram que é necessário evitar que todo o peso da autoridade sobre os menores recaia nas escolas.'As crianças não encontram em casa a figura de autoridade', que é um elemento fundamental para o seu crescimento, disse o filósofo Fernando Savater.'As famílias não são o que eram antes e hoje o único meio com que muitas crianças contactam é a televisão, que está sempre em casa', sublinhou.Para Savater, os pais continuam 'a não querer assumir qualquer autoridade', preferindo que o pouco tempo que passam com os filhos 'seja alegre' e sem conflitos e empurrando o papel de disciplinador quase exclusivamente para os professores.No entanto, e quando os professores tentam exercer esse papel disciplinador, 'são os próprios pais e mães que não exerceram essa autoridade sobre os filhos que tentam exercê-la sobre os professores, confrontando-os', acusa..'O abandono da sua responsabilidade retira aos pais a possibilidade de protestar e exigir depois. Quem não começa por tentar defender a harmonia no seu ambiente, não tem razão para depois se ir queixar', sublinha.Há professores que são 'vítimas nas mãos dos alunos'.Savater acusa igualmente as famílias de pensarem que 'ao pagar uma escola' deixa de ser necessário impor responsabilidade, alertando para a situação de muitos professores que estão 'psicologicamente esgotados' e que se transformam 'em autênticas vítimas nas mãos dos alunos'.A liberdade, afirma, 'exige uma componente de disciplina' que obriga a que os docentes não estejam desamparados e sem apoio, nomeadamente das famílias e da sociedade.'A boa educação é cara, mas a má educação é muito mais cara', afirma, recomendando aos pais que transmitam aos seus filhos a importância da escola e a importância que é receber uma educação, 'uma oportunidade e um privilégio'.'Em algum momento das suas vidas, as crianças vão confrontar-se com a disciplina', frisa Fernando Savater.Em conversa com jornalistas, o filósofo explicou que é essencial perceber que as crianças não são hoje mais violentas ou mais indisciplinadas do que antes; o problema é que 'têm menos respeito pela autoridade dos mais velhos'.'Deixaram de ver os adultos como fontes de experiência e de ensinamento para os passarem a ver como uma fonte de incómodo. Isso leva-os à rebeldia', afirmou.Daí que, mais do que reformas dos códigos legislativos ou das normas em vigor, é essencial envolver toda a sociedade, admitindo Savater que 'mais vale dar uma palmada, no momento certo' do que permitir as situações que depois se criam.Como alternativa à palmada, o filósofo recomenda a supressão de privilégios e o alargamento dos deveres.

11/12/2009

TAUTOLOGIA

Armadilhas da língua

É o termo usado para definir um dos vícios de linguagem. Consiste na repetição de uma ideia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido.O exemplo clássico é o famoso 'subir para cima' ou o 'descer para baixo'. Mas há outros, muito comuns, como se pode ver na lista a seguir:
VEJAMOS:
-elo de ligação
-acabamento final
-certeza absoluta
-quantia exacta
-nos dias 8, 9 e 10, inclusive
-juntamente com
-expressamente proibido
-em duas metades iguais
-sintomas indicativos
-vereador da cidade
-outra alternativa
-Detalhes minuciosos
-A razão é porque
-Anexo junto à carta
-De sua livre escolha
-Superávit positivo
-Todos foram unânimes
-Conviver junto
-Facto real
-Encarar de frente
-Multidão de pessoas
-Amanhecer o dia
-Criação nova
-Retornar de novo
-Empréstimo temporário
-Surpresa inesperada
-Escolha opcional
-Planejar antecipadamente
-Abertura inaugural
-Continua a permanecer
-a última versão definitiva
-Possivelmente poderá ocorrer
-Comparecer em pessoa
-Gritar bem alto
-Propriedade característica
-Demasiadamente excessivo
-A seu critério pessoal
-Exceder em muito
Note que todas essas repetições são dispensáveis.
por exemplo, 'surpresa inesperada'. Existe alguma surpresa esperada?
É óbvio que não.
Devemos evitar o uso das repetições desnecessárias.
Fique atento às expressões que utiliza no seu dia-a-dia.

OXÍMORO OU OXIMORO

É uma figura de linguagem que harmoniza dois conceitos opostos numa só expressão, formando assim um terceiro conceito que dependerá da interpretação do leitor.
Dado que o sentido literal de um oximoro (por exemplo, um instante eterno) é absurdo, força-se ao leitor a procurar um sentido metafórico (neste caso: um instante que, pela intensidade do vivido durante o mesmo, faz perder o sentido do tempo). O recurso a esta figura retórica é muito frequente na poesia mística e na poesia amorosa, por considerar-se que a experiência do amor transcende todas as antinomias mundanas.
O contrário de oximoro é pleonasmo.
Exemplos de oximoros:
-inocente culpa
-lúcida loucura
-silêncio eloqüente
-gelo fervente
-tácito tumulto
-ilustre desconhecido
-Movimento apolítico (Pois todo movimento social é político)

Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Oximoro"

ENQUANTO É TEMPO!



As inter relações e a linguagem não são específicas e únicas do ser humano, o que é único no ser humano é a capacidade de reflectir sobre elas. Essa capacidade de reflectir faz toda a diferença. Nos outros animais decorre tudo da lógica, no ser humano tudo é intencionalmente alterado; por orgulho, por exibicionismo, por razões de moda, por razões que se prendem com as reflexões dos outros (ou seja por influência), por exemplos de sofrimento ou de felicidade (?) ou simplesmente por má formação.
Os outros animais depressa aprendem e se adaptam à sua lógica de vida mais ou menos curta. O ser humano leva muitos anos a ser formado, moldado, formatado, de acordo com a cultura em que o fazem crescer. Somos o resultado do que fizeram de nós… a vida inteira. Não somos livres. Se tivéssemos nascido do outro lado do mundo, teríamos uma mentalidade muito diferente. Melhor? Pior? Como se avalia isso? Porque razão em certos países consideram a circuncisão masculina ou feminina, depende da cultura, (podes escolher) uma tradição enraizada e que lhes merece todo o respeito e nós consideramos uma atrocidade? Porque razão na época actual no ocidente se tem um determinado padrão de beleza e quem não lhe consegue corresponder, é infeliz e chega a extremos de suicídio? Porque razão o dinheiro faz toda a diferença no modo de sobrevivência? Quando crescemos, fazemos adaptações com resultados mais ou menos felizes, mas adaptações. Queiramos ou não, somos o resultado do que querem que sejamos.
Eu continuo a ser um pouco do que a comunidade fez de mim. Ao crescer tentei entender o certo e o errado do que elas me ensinaram e vou tentando aproveitar o bom e rejeitar ou regenerar o que considero menos bom. Aí reside a maior dificuldade; ir crescendo, corrigindo constantemente o anterior ao presente conscientes (ou não) de que ao longo da nossa vida temos sido e somos também influências, boas e más, para outros. E as alterações que vamos conseguindo fazer no nosso comportamento… são elas correctas? Quem disse que viver é fácil para o ser humano? Para quem raciocina? Para quem tem capacidade de reflectir? Não é isso que nos faz orgulhosamente diferentes dos outros animais?
Somos tudo menos livres. Os nossos “sins e os nossos “nãos” são tudo menos o reflexo da nossa liberdade. Viver em sociedade faz de nós prisioneiros de nós mesmos.
Espartilhados com tudo isto ainda temos que aprender a viver a nossa sexualidade, as nossas emoções, atribuir nomes aos sentimentos, cumprir rituais, agir de acordo com o que pode ou não agradar aos outros, defender-nos dos outros animais humanos… tarefas bem difíceis, barreiras sofridas de ultrapassar diariamente e paga bem dura pela diferença que nos distingue dos animais supostamente irracionais.
Se nos virarmos para o nosso interior… ah aí é caótico. Cada um de nós é um mundo!
Às vezes agarramo-nos a esse mundo interior como couraça da selva que é o mundo exterior porque, o mais difícil dos desafios talvez seja mesmo as relações entre nós racionais. A interacção, compreensão e entendimento entre os complexos mundos interiores. Talvez mais do que difícil isso seja impossível. Insistimos nesse inter-relacionamento porque, paradoxo, ciclo vicioso, não conseguimos viver sós… Confuso não é?
Por isso não há relações afectivas eternas. Refiro-me a relações efectivas, não a relações forçadas.
Na vida tudo é efémero mas o inter-relacionamento humano afectivo é, talvez, a mais efémera e frágil pérola que possuímos.

Dora

ISOLAMENTO


Tenho o meu recanto
- um espaço próprio -
P’ros olhos cintilantes repousar!
Devo ter solitárias as marés,

Onde abandono a alma a viajar...

Se me dou por partes – toda inteira…
(Não sei que outra forma há de amar!)
Recolho os pedaços abraçados
E escuto o meu corpo a soluçar.

O vento abandona a cor azul;
O tempo rompe as sombras no jardim…
E morre-me uma estrela a crepitar,
Depois de agonizar colada a mim!

Abraço a derradeira madrugada
Que teima seduzir-me em ondas mortas.
E tu… dobrando a curva dissipada...



DORA

16/05/2009

Eleições do conselho geral da ESGP





http://pluralistaesgp.blogspot.com/

logo - Tiago





A lista A ganhou as eleições por uma margem: 73 (55,3%) contra 44 (33,3) votos obtidos pela lista B.
O importante, no entanto, é que 85% dos professores acorreram a votar, o que mostra que continuamos atentos e que pretendemos manter na escola um espírito democratico sem interesses individuais e sem tornar os professores sobservientes como tem sido tentado de todas as formas e de várias origens.
Ainda temos muita força e muito para dar à escola, apesar das duras e cada vez mais solicitações a que estamos sujeitos.
O que importa é que, como diz o nosso colega Fernando Farinha tantas vezes "SOMOS PROFISSIONAIS DO ENSINO" .
Somos todos ou quase e continuaremos a sê-lo... todos juntos unidos pelo mesmo objectivo: manter a nossa escola como um exemplo de democracia, um local onde se trabalha por prazer e onde se entra com um sorriso de satisfação para todos e cada um dos elementos que aqui trabalha (apesar de este ano estar muito dificil devido a constantes mudanças, ruídos e interferências devido à obra e outros ruídos).
Na ESGP trabalha-se no sentido de preparar pessoas para a sociedade do seculo XXI, para a sociedade do conhecimento, da cidadania e da globalização. é isso que temos passado com muita intensidade aos jovens que temos ajudado a formar ao longo dos anos e é isso que continuaremos a fazer.
É a diferença que tras a discussão e realça esses valores que nos movem e orientam, não só hoje mas desde sempre, porque o espírito que vinga nesta escola nao nasceu em dois dias...

24/12/2008

PLUMA POÉTICA

A minha poesia só termina quando o suor do teu corpo
inicia um bailado de brilhos sobre o meu.
A minha poesia só tem fim quando o bater do meu coração me acorda!
Após o toque, o fogo e as cinzas, a minha poesia morre…

07/09/2008

PORTEFOLIO



O que é um portefólio, qual a sua utilidade e como poderá organizar-se?

Um portefólio é mais do que um dossier onde se arquivam folhas, mesmo de natureza diversa e objectivos distintos.
Ele deve revelar o processo de aprendizagem do seu autor, reunindo todos os elementos que ponham em evidência a forma como esse processo decorreu: o que o aluno sabe, sabe fazer e as estratégias utilizadas para aí chegar.

Por isso, deve reunir os trabalhos que contribuíram para uma melhor aprendizagem.

Uma vez que pretende evidenciar, para além dos produtos finais, as tarefas intermédias que conduziram ao aperfeiçoamento das competências, o portefólio deverá incluir também reflexões pessoais sobre as actividades desenvolvidas.

E para que se torne mais claro, devem os elementos a incluir ser datados.


Exemplos de documentos a incluir no portefólio:
◊ elementos de identificação do aluno;

◊ introdução;

◊ índice;

◊ critérios de avaliação da disciplina;

◊ textos produzidos;

◊ outros textos escritos;

◊ fichas de leitura de obras lidas;

◊ relatórios;◊ trabalhos de pesquisa;

◊ trabalhos de grupo;

◊ trabalhos de casa;

◊ fichas de avaliação e de trabalho;

◊ registos áudio, vídeo ou software com informações diversas;

◊ elementos de auto-avaliação,

◊ elementos de co-avaliação;

◊ textos de reflexão (do aluno, do professor e do encarregado de educação) sobre o trabalho desenvolvido;

◊ outros documentos/materiais considerado importantes pelo aluno/professor.

Quanto à organização, visto que é um trabalho individual, a sua composição deverá obedecer a um gosto e critérios pessoais.

No entanto, sugere-se que inclua diversas secções, com indicação do seu conteúdo, dentro das quais os trabalhos surgirão identificados e ordenados.

O essencial é que seja respeitada a estrutura acordada com o professor.

08/07/2008

“A LIÇÃO” UMA ACTIVIDADE DA PLATAFORMA MOODLE

No dia 10 de Julho durante a tarde, realizar-se-à uma actividade promovida pela professora Teodora Passareiro, a fim de alertar os professores interessados, para a utilidade e manuseamento da actividade da plataforma Moodle; "A LIÇÃO".
Esta actividade, aprovada pelo CP, tem como objectivos:

- Desenvolver os conhecimentos e potencialidades nas TIC

- Promover o desenvolvimento sistemático de atitudes, conhecimentos e competências no uso da plataforma educativa MOODLE

- Desempenhar actividades com recurso à criação de uma actividade integrada na plataforma usada na escola, como forma de comunicação interpessoal com os alunos.

Para inscrição será colocada uma folha na sala de professores.

Mais informações contactar a professora: dora.ceu@gmail.com

21/04/2008

14/04/2008

A Vision of Students Today

a short video summarizing some of the most important characteristics of students today - how they learn, what they need to learn, their goals, hopes, dreams, what their lives will be like, and what kinds of changes they will experience in their lifetime. Created by Michael Wesch in collaboration with 200 students at Kansas State University.

NOVAS TECNOLOGIAS DA APRENDIZAGEM

31/03/2008

UM EXEMPLO DE BOAS PRÁTICAS NA ESGP

Um exemplo concreto de boas práticas, com recurso a todas as estratégias que sejam motivadoras e promotoras da aprendizagem, na nossa escola (ESGP) é a colega Élia Mira.

A minha filha é aluna do 11º ano Turma G e aluna da referida professora na disciplina de história. Esta professora adoptou a 100% as tecnologias perseguindo formas de cativar e envolver os alunos pois compreende a urgência da mudança na escola. Utiliza há muito as mais variadas formas de contacto com os alunos, para fazer circular a informação.

Nesta paragem da Páscoa, à semelhança do que faz em outras paragens e até fins-de-semana, esteve sempre em contacto com eles; via e-mail, msg de telemóvel, Messenger, etc., de forma a levá-los à sua disciplina na plataforma Moodle, onde os esperam sempre trabalhos interessantes, tarefas aliciantes e desafios constantes para os alunos desenvolverem, enfrentarem e resolverem.

A relação que a professora estabelece com os alunos é de tal forma interactiva que fomenta o trabalho contínuo e colaborativo. Os alunos assimilam os conteúdos de história, regras de cidadania e fazem outras aprendizagens, pela auto-aprendizagem, de uma forma que lhes dá algum prazer e sem sentirem que é uma obrigação, ou uma aula. Esta estratégia leva os jovens a aprender-fazendo, de uma forma lúdica e motivadora.

Nesta interacção constante, o telemóvel tem sido um instrumento precioso e uma tecnologia indispensável para fazer, de forma simples, a ligação entre vários alunos da turma e entre eles e a professora. Esta professora não desdenha nenhuma das formas de fazer circular a informação e consequentemente aprendizagens, sem dia nem hora marcada.

É um exemplo a seguir. Parabéns Élia!

M-LEARNING E A APRENDIZAGEM COLABORATIVA

Parafraseando Vygotsky (1979), o conhecimento constrói-se no seio do grupo. A zona de desenvolvimento potencial representa diferentes actividades e conhecimentos que um indivíduo pode aprender com a orientação ou conjuntamente com outras pessoas (adultos ou pares). Por este ponto de vista, numa comunidade de aprendentes, o processo de aprendizagem ocorre quando as pessoas interagem activa e voluntariamente, desempenhando diferentes papéis e partilhando as suas experiências.
Esta partilha deverá, evidentemente, envolver os pais de uma forma natural e frontal. É o princípio da aprendizagem colaborativa. Os aprendentes promovem aprendizagens através do trabalho dentro do grupo e fora dele, com os seus pares e com os adultos. O sucesso desta estratégia de aprendizagem depende das interacções sociais que se estabelecerem e promove alunos motivados e dinâmicos.
Os alunos devem saber que os pais e os professores interagem colaborativamente, para criar espaços de aprendizagem ricos e diversificados. Evidentemente que a aprendizagem colaborativa, é muito mais rica e envolvente quando é apoiada por uma variedade de recursos tecnológicos que hoje, alunos, professores e encarregados de educação têm ao seu dispor. Um ambiente natural de aprendizagem é aquele em que os envolvidos, se sentem à vontade. O telemóvel, tal como o PC, o PDA, o iPOD e outros que irão surgir, são ferramentas que oferecem potencialidades pedagógicas inovadoras e que contam à partida com a aceitação dos jovens e com o domínio técnico da sua utilização. Falta então aproveitarmos essas potencialidades e orientá-los para uma utilização também pedagógica.
Dependendo do contexto, todas as tecnologias podem ser utilizadas de forma colaborativa e interactiva na construção de aprendizagens.

Zurita, G. Nussbaum, M. Mobile CSCL Applications Suported by Mobile Computing. Pontifical Catholic University of Chile. Consultado em 22 de Março de 2008, em:
Miranda, G. (2007). Psicologia da Aprendizagem. Lisboa. IE- Universidade Católica Portuguesa

23/03/2008

TELEMÓVEL, CIDADANIA E PEDAGOGIA

Não podemos e não devemos dizer, ‘desta agua não beberei’. É claro que o telemóvel pode ser incómodo no cinema, (tal como as pipocas ou a conversa) numa reunião ou numa aula expositiva. Mas parece-me que não vale a pena repetir que tudo depende do bom senso, que é como quem diz, da formação e consequentemente de regras clara e previamente estabelecidas.

A articulação constante com as famílias dos alunos é um aspecto que o docente não pode descurar, inclusive para contornar situações desafiadoras em sala de aula.
É nossa função, como educadores, professores e pais que somos, preparar o educando para o exercício da cidadania. Mais importante que a instrução é preparar os nossos jovens como pessoa humana. Para isso estes têm o direito a uma escola democrática e transparente.

O aluno tem que experienciar na escola, o mundo que o espera. Adquirir instrumentos para dar respostas às exigências da sociedade sem medo do novo e de mudanças. Aguarda-o a sociedade tecnológica, da informação e do conhecimento. Assim sendo, temos o dever de estar, também nós adultos, abertos, tolerantes e alerta para as transformações frequentes e galopantes da modernidade.

O telemóvel faz, cada vez mais, parte dessa sociedade em que estamos inseridos. Vivemos das e com as tecnologias de Informação. Elas constituem um desafio constante à sociedade e à escola, e estão em permanente evolução. O PC, que ainda à pouco tempo era um ‘bicho de sete cabeças’ , começa já a ser substituído pelo portátil devido ao tamanho mas sobretudo à sua mobilidade, e o telemóvel, por sua vez, está a evoluir rapidamente para algo mais do que suporte de voz e texto.
Este é um dos instrumentos tecnológicos que mais rapidamente chega à maior parte das pessoas e os jovens são os primeiros a vivenciá-los, por sua conta e risco.

Deixo aqui um vídeo interessante de alerta para a urgência, em prole da educação, de nos anteciparmos na formação para a utilização pedagógica e desinibida das novas TI.

21/03/2008

CHOQUE TECNOGÓGICO



... vai de vento em poupa!

04/03/2008

O IMPACTO REAL DAS NOVAS TECNOLOGIAS

No plano empresarial as TIC estão a tornar-se uma questão de gestão, situação na qual ainda não se tinha pensado a fundo antes do polámico mas útil artigo de Nicholas Carr.
Carr1 (2003) sugeria no seu artigo "TI Doesn't Matter" que as tecnologias de informação (TI) não trariam vantagens competitivas às empresas por serem disponível e acessíveis a todos. Ou seja os investimentos em TI não proporcionavam vantagens estratégicas às empresas porque assim que uma empresa adoptava uma tecnologia nova, logo os seus concorrentes faziam o mesmo.
Estes argumentos de Carr foram contestados por alguns, deram origem a um debate intenso mas acima de tudo provocaram a reflexão que dura até hoje.
Os gestores de TI precisavam de demonstrar que investir em TIC era um bom negócio. Este aspecto tornou-se de fundamental importância. Seria necessária uma análise prévia dos investimentos, baseada em práticas e métodos adequados para garantir benefícios. Estes esforços têm tornado a TI mais forte.
A capacidade das empresas sobreviverem e terem sucesso está assim relacionada com a forma como assimilam as tecnologias, beneficiando das suas potencialidades, o que implica a necessidade de se transformarem, em termos de estratégias e da forma como estas são operacionalizadas.
Também a Escola pode fazer dos argumentos de Carr uma lição a registar. Há dois extremos a ter em conta, por um lado há ainda, em Portugal, muitas escolas que estão longe de ter um parque tecnológico suficiente, e por outro há escolas nas quais não faltam equipamentos tecnológicos. No entanto a escola ainda não atingiu níveis de maturidade na utilização das TIC que permita fazer grande distinção entre umas e outras.
As TIC são um factor fundamental de desenvolvimento de múltiplas capacidades mas dependem muito da forma como são utilizadas, isto é, das pessoas e dos seus processos de trabalho. A interacção pessoas, processos e tecnologias é a chave de entrada na verdadeira sociedade do conhecimento.

[1] Carr, N. (May, 2003). IT doesn’t matter. Harvard Business Review, pp. 5-12.

25/02/2008

O PC VAI À MESA

A questão: porque o hardware de um computador não muda na essência? Um teclado hoje tem quase o dobro de botões que tinha há dez anos. Já funciona sem fio. Conecta por USB. Mas continua um teclado. Chato. Anti-anatômico. E na mesma formatação de teclas chamada QWERTY, que não muda desde que o dispositivo foi criado em 1860. Ou seja: o teclado onde escrevo esta coluna é praticamente o mesmo há 147 anos. Onde está o "dinamismo vertiginoso da informática"? E o mouse? Continua gerando tendinite. E o monitor? Continua uma paródia de televisão. E a CPU?Um ano depois de escrever a coluna vem a surpresa. A maior novidade de matéria de hardware sai da... Microsoft. Ela mesma, a "lenta acomodada" empresa de Bill Gates. A mais ousada proposta de hardware de todos os tempos se chama Surface.Custa, por enquanto, entre 5 e 10 mil dólares. Versões acessívies a um público maior devem demorar alguns anos. Se é que aparecerão. De qualquer jeito, a Microsoft deu um grande salto com o Surface. Desmontou o velho conceito de computador. De certa forma, nos devolveu à mesa onde se trabalhava antes do surgimento do PC. O computador é a mesa, e vice-versa. A mudança é mais profunda do que parece. O conceito do Surface radicaliza na digitalização do computador. O teclado, por exemplo, não precisa ser mais um pedaço de plástico cheio de teclas. Ele se "materializa" na mesa virtualmente, onde o usuário desejar. O conceito de engenharia é revolucionário. Teoricamente, tudo está permitido. O mouse igualmente deixa de ser necessário. O que é o mouse senão uma interface entre nosso cérebro e um monitor? Já foi uma excelente idéia.No conceito Surface, você dispensa aparelhos intermediários. A tela é o computador. Você vê uma foto digital na "mesa". Quer mudar de lugar? Desloque a foto com seu dedo, como faria com uma foto de papel. Mude sua posição. Aumente, diminua. Mande para o arquivo. O arquivo, aliás, vai ser outra representação gráfica na tela. Não precisa clicar em "salvar imagem como". Pegue a foto. Desloque para a pasta. A idéia da Microsoft vai além. Na demonstração do protótipo, alguém jogou um cartão com um código de barras sobre a mesa. Ninguém precisou teclar ou clicar nada. Imediatamente, o Surface identificou o cartão e o signigicado da barra.Futuro próximo. Você chega em casa, joga o celular sobre o Surface. Sem nenhum comando o computador identifica seu telefone, verifica as mensagens, dá o saldo de sua conta, checa a capacidade da memória, faz um backup dos contatos. E tudo o que você fez foi jogar seu celular na mesa. Não tenho a menor idéia se o conceito do Surface vai pegar ou não. Ou se nascerá obsoleto e será imediatamente substituído por um modelo mais inteligente e prático. Ninguém sabe nada. O importante é o conceito de que os formatos existem para ser mudados, e para melhor. E isso vale para tudo: rádios, fogões, fones de ouvido, controles remotos, telefones, secadores de cabelo, baldes, canetas, salas de cirurgia, cuecas, estações espaciais. Tudo o que é de um jeito não precisa ser daquele jeito para sempre. Os esforços tecnológicos tendem a melhorar as coisas, mas não a reinventar o que parece eterno. A Microsoft quebrou um paradigma que parecia imutável. Mostrou que não precisamos ser escravos para sempre do quarteto CPU-mouse-monitor-teclado. A empresa de 60 bilhões de dólares usou seu capital mais precioso: a imaginação.

MARQUEZI, D. (Julho-2007). Coluna ZAP. Info Exame , p.42


15/02/2008

O TEMPLO ROMANO

(Desenho do Templo Romano antes de ser vandalizado)
Correcção:
de acordo com a correcção feita pelo Anónimo num comentário, e consultando um dos sites que aconselha, o Templo Romano não foi vantadizado, foi " ...destruído durante as invasões ' bárbaras' "
Consultado a 5 de Maio de 2008 em: http://www.7maravilhas.sapo.pt/mon20.html
Este url contem, no entanto, uma incorrecção imperdoável; o Templo Romano so é designado por Templo de Diana devido a um enorme equivoco.
Obrigada pelas colaborações :-)

11/02/2008

ALPENDRE

Vem, vem com a pressa
da lua entornada no mar
e dos vestidos
com que regas as estações
na confusão do teu corpo.

Vem: deixa que o tempo
se arraste com as horas amargas
na cal dos teus lábios
como uma serpente
que adormece
no asfalto e engole
os meus gestos.

Deixa que eu lave o frio
das tuas mãos quando a noite
vem despida de sentido,
quando te fechas no sótão
com o rosto vincado das paredes

a embalar um berço vazio e teimoso
e não te cansas dessa valsa
que suspiras.

"Não quero adormecer.

""E se eu rasgar o mar
só p'ra te ver?
"E tu sabes que o faria
quando vês o meu sorriso
sonâmbulo na seda
do lençól, calado
no alpendre queimado.

E mesmo que não fales
quando os teus lábios tremem
e finjo adivinhar-te,
soletras no teu sonho
o que o teu corpo teima
em não cantar.

Vem: enrola a tua mão na minha
e desmaia no peito de cada sílaba soletrada
como aves que não pediram para voar,
soltas casa fora, soltas casa fora:

Vem, por ruas desertas
e passeios desgastados,
mas vem.


João Coelho (meu sobrinho)

03/02/2008

DO LIVRO AOS JOGOS DE VÍDEO

O filósofo grego Sócrates receava os livros. Receava que com essas inovações os jovens deixassem de usar a memória e nunca mais fossem capazes de evocar conhecimentos por si próprios. Preferia, portanto, confiar no conhecimento intrínseco, mais do que no elemento escrito. Tanto assim foi que nunca deixou nada registado por escrito. Tudo que sabemos dele vem do relato de seus discípulos. Sócrates parecia temer o livro tal como hoje se temem os jogos de vídeo. Faz lembrar o exercício de imaginação que Steven Jonhson faz, caso o vídeo tivesse aparecido antes do livro, e a dificuldade que seria aceitar o novo. Esta é a prova de que Steven Jonhson mais uma vez tem razão.

Depois de Sócrates e com o decorrer do tempo, o livro foi temido mas despertava curiosidade. Mesmo quando ainda não tinha o formato pelo qual hoje o conhecemos, esse objecto passou a ser temido e admirado como o portador dos mistérios profundos do mundo. Rolos e códices de pergaminhos sagrados, manuscritos com fórmulas proibidas da alquimia, eram cuidadosamente escondidos em porões de mosteiros. Pouquíssimos sacerdotes tinham acesso a esses registos. Durante séculos, incunábulos amaldiçoados no Index Librorum Proibitorum foram destruídos e queimados, às vezes junto com os autores e leitores.
Hoje, à semelhança do sentimento de Sócrates em relação ao livro, há a tendência para considerar que este é indispensável e a forma mais correcta para a transmissão da cultura, do conhecimento e da informação, olhando-se agora com suspeição, embora com alguma curiosidade, as novas formas de transmissão da comunicação e do conhecimento e as inovações tecnológicas.
McLuhan afirmava que as tecnologias são extensões do corpo humano. Assim, o garfo seria a continuação de nossas mãos; o pneu, a extensão de nossos pés; a roupa, a extensão da pele, e assim por diante. É uma visão muito perspicaz. Todas as ferramentas tecnológicas são evidentemente culturais, pois nascem da necessidade. São feitas pelos (e para) os humanos e o ser humano precisa de compensar aquilo que considera fragilidade física ou biológica.

02/02/2008

TUDO O QUE É MAU FAZ BEM (STEVEN JONHSON)

Existe hoje, como sempre aconteceu, uma tendência para encarar o que é novo como suspeito, comparativamente ao que já existe e já se conhece. Por essa razão se considera que os novos meios de comunicação de massas não favorecem a aprendizagem e o desenvolvimento, atribuindo-lhes um grau de exigência a nível cognitivo, baixo e que a leitura é a única forma correcta de adquirir cultura e conhecimento. A verdade é que os nossos jovens lêem cada vez menos e isso não significa que não tenham um desenvolvimento cognitivo. Steven Jonhson no seu livro “Tudo o que é mau faz bem” mostra, através da “Curva de Sleeper”, que esse desenvolvimento pode encontrar-se nas novas formas de entretenimento tais como os jogos vídeo ou os programas que passam através dos “mass media”.
A verdade é que, a cultura de massas está a ficar mais exigente e sofisticada. Esta constatação impõe que se repense a forma como se encaram as novas tecnologias.
Tendo em conta a afirmação de Marshall McLuhan : "O meio é a mensagem" podemos afirmar que os media influenciam a conduta moral dos indivíduos, pois "tão importante - senão mais importante - é o tipo de raciocínio que estes proporcionam aos indivíduos".
Jonhsons considera que enquanto a leitura só exige esforço de uma pequena parte do cérebro, os jogos de vídeo desenvolvem capacidades sensoriais e cognitivas, inteligência visual e destreza manual, tudo em simultâneo.


Santos, S. & Sousa, S., (2007). “Tudo o que é mau faz bem”. Steve Jonhson apresentado no blog sinal luminoso. Consultado em 1 de Fevereiro de 2008 em http://sinalluminoso.blogspot.com/2007/10/tudo-o-que.html

11/01/2008

EU E OS MEUS ALUNOS


Quando comecei a fazer a Especialização em Informática Educacional comecei a compreender que nem sempre ou até, (por que não dizer?) quase nunca é o aluno o único responsável pela sua dificuldade de aprendizagemo. Percebi que para se trabalhar com/em educação é necessário um "algo mais", que não se explica facilmente, algo que faz com que aceitemos participar de um processo de construção.
Através das aprendizagens feitas nesta área, a minha postura frente aos problemas de aprendizagem dos alunos, foi sofrendo alterações. Sempre tive tendência para tentar tratar cada aluno como sendo único, no entanto passei a agir de forma diferente (quer com alunos quer com colegas), respeitando ainda mais a individualidade de cada um ajudando, principalmente os alunos, a perceber a importância de aprender, sempre no sentido de atender à sua aplicação à vida.
O que nos cabe, como educadores que somos, é saber que enfrentaremos sempre obstáculos, que nunca estaremos prontos, e que crescemos a cada dia, quer com as nossas experiências quer com as de nossos alunos.
Cada professor deve ser um eterno aprendiz.

06/01/2008

"Todos diferentes, todos iguais"

Esta é uma expressão frequentemente ouvida em diversos contextos. Quem tem a profissão de professor depara-se por vezes com o desafio de ensinar crianças e jovens portadores de "diferenças" de diversa indole. Gerir a situação de diferença" para que e consiga criar contextos de aprendizagem o mais "iguais" possível, exige a mobilização de recursos e estratégias diversificados.
Todos diferentes, todos iguais... como poderemos tentar tornar esta expressão verdadeira quando temos por missão ensinar jovens cujos códigos e estratégias comunicacionais não dominamos? Este é um dos problemas que se coloca quando um professor ouvinte está perante uma turma de alunos surdos.

(Paiva, A. P., (Setembro 2007, pag. 16 )Física, comunicação ou... integração? Na Rota da Sociedade do conhecimento - As TIC na Escola,Universidade Católica Editora)

15/12/2007

APRENDIZAGEM

“Aprender e ensinar, são actos autónomos... podemos aprender sem que nos ensinem... e podemos dizer que estamos a ensinar sem que ninguém aprenda”.
(Prof. José Lagarto)

CEGUEIRA

A cegueira que cega cerrando os olhos, não é a maior cegueira; a que cega deixando os olhos abertos, essa é a mais cega de todas...
(Pdre António Vieira)

campeã e vice campeã mundial de light Kick e semi contact

campeã e vice campeã mundial de light Kick e semi contact
a Sofia (vice campeã) com a t shirt da campeã romena

David Garret (Adagio)

25 de Abril

A AULA VAI COMEÇAR

A AULA VAI COMEÇAR

A ONDA (5 Partes)

Vale a pena reflectir sobre o filme.

COMO NASCEM OS GANGS E COMO SE SEGREGAM AS MINORIAS:

LIDERANÇA?

DESCRIMINAÇÃO?

PODER DO GRUPO?

RACISMO?

...?

PRESTE ATENÇÃO E COMENTE...


A ONDA Parte I

A ONDA Parte II

A ONDA Parte III

A ONDA Parte IV

A ONDA Parte V